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P2P no Brasil: Pix e USDT movimentam R$ 11,6 trilhões em um ano

P2P no Brasil alcança R$ 11,6 trilhões, com liderança da Binance, domínio do Pix e forte presença do USDT nas negociações.

Gráfico mostrando crescimento do P2P no Brasil com Pix e USDT

A seguir: 

  1. O P2P no Brasil movimenta R$ 11,6 trilhões, consolidando um sistema financeiro paralelo relevante no país.
  2. O Pix participa de 80% dos anúncios P2P no Brasil, garantindo liquidez instantânea e maior competitividade.
  3. O USDT lidera as transações no P2P no Brasil, representando 46,2% das negociações e reforçando a preferência por stablecoins.

O mercado P2P no Brasil alcançou um volume estimado em R$ 11,6 trilhões, segundo levantamento recente da Crystal Intelligence.

O relatório analisou 1.641 anúncios publicados em nove plataformas e revelou um cenário de forte concentração, além da consolidação do Pix e das stablecoins como pilares das negociações.

Além disso, o estudo aponta que o P2P no Brasil evoluiu para um ecossistema robusto, impulsionado por liquidez digital, agilidade nas transferências e preferência por ativos atrelados ao dólar.

Esse movimento reforça a importância do P2P no Brasil como alternativa relevante ao sistema financeiro tradicional.

P2P no Brasil concentra negociações em grandes plataformas

O levantamento mostra que três plataformas concentram 78,5% das negociações. A Binance lidera com 45,1% do mercado de anúncios P2P, o que demonstra sua posição privilegiada no país. Em seguida, aparecem a Paxful, com 19,1%, e a Noones, com 14,3%.

Enquanto isso, outras seis plataformas dividem os 21,5% restantes. Entre elas estão Bybit, BitValve, Bitget, HTX, OKX e Remitano. Portanto, apesar da fragmentação parcial, o domínio permanece concentrado.

Esse cenário evidencia como o P2P no Brasil se organiza em torno de grandes players globais. Ao mesmo tempo, abre espaço para concorrência estratégica em nichos específicos.

Pix fortalece o P2P no Brasil e amplia liquidez

O Pix aparece em cerca de 80% dos anúncios analisados. Esse dado confirma que o sistema de pagamentos instantâneos se tornou essencial para o funcionamento do P2P no Brasil. Como permite liquidação imediata, o Pix aumenta a competitividade do trading informal.

Por outro lado, transferências bancárias tradicionais representam apenas 15% dos métodos de pagamento utilizados.

Processadores alternativos, como Mercado Pago e PicPay, somam 3%. Gift cards e outros meios completam os 2% restantes.

Dessa forma, o P2P no Brasil se apoia fortemente na infraestrutura do Pix, que reduz fricções e acelera negociações.

Consequentemente, a combinação entre criptoativos e pagamento instantâneo fortalece um sistema paralelo cada vez mais eficiente.

USDT domina o P2P no Brasil entre stablecoins

O relatório também destaca que 90% das transações utilizam stablecoins. Entre elas, o Tether (USDT) lidera com 46,2% das mensagens P2P no país.

Essa preferência indica que investidores buscam proteção cambial e menor volatilidade. Como o token mantém lastro no dólar, muitos participantes enxergam o ativo como ponte entre o real e o mercado global.

Assim, o P2P no Brasil se consolida como canal estratégico para movimentações com stablecoins. Além disso, o USDT reforça sua posição dominante dentro desse ecossistema digital.

Regulação pressiona o P2P no Brasil

Com a entrada em vigor das novas regras do Banco Central do Brasil, o mercado enfrenta um ponto de inflexão.

As exigências para provedores de serviços de ativos virtuais impõem maior conformidade regulatória.

Nesse contexto, plataformas precisam escolher entre adequação às normas ou saída do mercado. Portanto, o P2P no Brasil pode passar por ajustes estruturais relevantes nos próximos meses.

Ainda assim, o país já soma cerca de 6,5 milhões de investidores em criptomoedas, o que o posiciona como o maior mercado da América Latina.

Esse contingente sustenta um ambiente dinâmico, que prioriza velocidade, acessibilidade e, muitas vezes, maior discrição nas operações.

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