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PF investiga lavagem de R$ 39 milhões com criptomoedas

Operação da Polícia Federal (PF) apura lavagem de dinheiro com criptomoedas e bloqueia bens de quadrilha suspeita.

Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro com criptomoedas na Operação Narco Azimut

A seguir: 

  1. A Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro com criptomoedas envolvendo mais de R$ 39 milhões.
  2. A Operação Narco Azimut bloqueou bens e prendeu suspeitos em vários estados do Brasil.
  3. O uso de criptomoedas ampliou a complexidade do esquema criminoso, segundo a PF.

A Polícia Federal investiga lavagem de dinheiro com criptomoedas em uma nova ofensiva contra o crime organizado.

Nesta quarta-feira (21), a corporação deflagrou a Operação Narco Azimut, que mira uma quadrilha suspeita de lavar mais de R$ 39 milhões, utilizando dinheiro em espécie, transferências bancárias e, principalmente, criptomoedas.

A ação ocorre após desdobramentos de investigações anteriores ligadas ao tráfico de drogas.

Desde o início, a operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro com criptomoedas chamou atenção pelo volume financeiro movimentado e pela complexidade do esquema.

Além disso, os investigados já apareciam em outras apurações conduzidas pela PF, o que reforça a suspeita de atuação contínua e estruturada.

Operação da PF contra lavagem de dinheiro com criptomoedas

De acordo com a Polícia Federal, a Operação Narco Azimut identificou um grupo especializado na movimentação de grandes quantias de dinheiro, tanto no Brasil quanto no exterior.

O esquema funcionava de forma integrada, envolvendo pessoas físicas e empresas que ajudavam a ocultar a origem ilícita dos recursos.

Ainda segundo a PF, os investigados movimentaram mais de R$ 15,5 milhões em dinheiro vivo, além de R$ 8,7 milhões por meio de transferências bancárias.

No entanto, o dado que mais chamou atenção foi o uso de criptomoedas, que somaram R$ 15,4 milhões em transações.

Esse cenário reforça como criptomoedas passaram a integrar esquemas de lavagem de dinheiro.

Uso de criptomoedas amplia alcance do esquema criminoso

O uso de criptomoedas para lavagem de dinheiro, segundo os investigadores, permitiu que o grupo ampliasse o alcance das operações financeiras.

Embora os criptoativos não sejam ilegais, a PF destacou que os suspeitos utilizaram esse meio para dissimular a origem dos valores, dificultando o rastreamento imediato.

Além disso, a investigação aponta que os envolvidos combinavam métodos tradicionais e digitais.

Dinheiro em espécie, bancos e criptomoedas funcionavam de forma complementar, o que tornava o esquema ainda mais sofisticado. Esse tipo de estratégia, portanto, exige ações coordenadas das autoridades.

Mandados de prisão e bloqueio de bens

A Justiça Federal expediu sete mandados de prisão, autorizados pela 5ª Vara Federal de Santos (SP).

Os agentes cumprem as ordens judiciais nesta quarta-feira, de forma simultânea, em diferentes estados.

A PF afirmou que a operação busca não apenas prender os suspeitos, mas também interromper o fluxo financeiro do grupo.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio e a apreensão de bens dos investigados.

As medidas incluem restrições severas, como a proibição de movimentar empresas e de transferir bens móveis e imóveis adquiridos com recursos de origem criminosa. Dessa forma, o Estado tenta impedir a continuidade das atividades ilegais.

Cidades e empresas investigadas pela PF

Os suspeitos e as empresas envolvidas na lavagem de dinheiro com criptomoedas estão localizados em várias regiões do país.

As ações ocorrem nas cidades de Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Bernardo do Campo e São José dos Campos, em São Paulo. Além disso, a PF atua em Goiânia (GO) e Armação de Búzios (RJ).

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos, dinheiro, equipamentos eletrônicos e documentos.

Segundo a PF, esses materiais vão ajudar a aprofundar a análise financeira e a identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Crimes investigados na Operação Narco Azimut

Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A Polícia Federal ressaltou que a Operação Narco Azimut representa mais um avanço no combate ao uso de criptomoedas em atividades criminosas, especialmente ligadas ao tráfico de drogas.

Por fim, a corporação reforçou que as investigações continuam. A expectativa é identificar novos fluxos financeiros e possíveis ramificações internacionais, ampliando o alcance das ações contra crimes financeiros complexos.

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