A seguir:
- NovaDAX encerra operações no Brasil em meio às novas exigências regulatórias do Banco Central.
- CVM coloca a tokenização entre as prioridades regulatórias para os próximos meses.
- Ripple, Bitso e grandes instituições ampliam o uso de stablecoins em pagamentos internacionais.
O mercado de criptomoedas na América Latina registrou uma semana marcada por mudanças regulatórias, os principais destaques são: expansão de produtos digitais, novas integrações blockchain e movimentações relevantes entre exchanges, fintechs e órgãos reguladores.
Além disso, Brasil, Argentina, México e outros países da região avançaram em discussões que podem impactar diretamente investidores, empresas e usuários do setor.
Neste resumo, reunimos os acontecimentos mais importantes que movimentaram o ecossistema cripto latino-americano nos últimos dias.
Um dos principais destaques são as mudanças importantes no Brasil
O Brasil concentrou boa parte das notícias mais relevantes da semana. Entre os destaques, a exchange NovaDAX anunciou o encerramento de suas operações no país após oito anos de atuação. A decisão ocorre em meio ao novo regime de licenciamento estabelecido pelo Banco Central para prestadores de serviços de ativos virtuais.
Com as novas exigências regulatórias, especialmente relacionadas ao capital mínimo necessário para obtenção de licença, diversas empresas passaram a revisar suas estratégias de permanência no mercado brasileiro. Dessa forma, especialistas acreditam que outras plataformas menores também poderão enfrentar dificuldades de adaptação.
Ao mesmo tempo, o Banco Central manteve o foco na estruturação do setor. Representantes da instituição indicaram que novas regulamentações voltadas para crypto-as-a-service, tokenização e banking-as-a-service permanecem na pauta para os próximos meses.
Outro tema em destaque: avanço da tokenização
Outro tema que ganhou destaque foi a tokenização de ativos. O novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, afirmou que pretende iniciar uma consulta pública sobre a regulamentação da tokenização em até 100 dias.
Segundo o executivo, a transformação digital dos mercados financeiros exige estruturas regulatórias modernas capazes de garantir segurança jurídica e incentivar a inovação. Além disso, a tokenização aparece como uma oportunidade para ampliar o acesso a investimentos e atrair novos fluxos de capital para o país.
A iniciativa surge em um momento no qual projetos envolvendo ativos reais tokenizados ganham espaço entre instituições financeiras, fintechs e plataformas especializadas em blockchain.
Stablecoins seguem ampliando espaço na América Latina
O segmento de stablecoins também apresentou novidades importantes durante a semana. O BTG Pactual confirmou que encerrará as operações do BTG Dol, sua stablecoin lastreada em dólar, realizando a conversão automática dos saldos para USDC.
A decisão acompanha uma tendência observada globalmente, na qual instituições financeiras optam por utilizar stablecoins já consolidadas no mercado em vez de manter estruturas próprias de emissão e gestão.
Enquanto isso, dados recentes indicam que stablecoins denominadas em real movimentam mais de US$ 1 bilhão por mês. Esse crescimento reforça o papel crescente desses ativos digitais dentro do sistema financeiro regional.
Parceria entre Ripple e Bitso fortalece pagamentos internacionais
Entre os principais destaques desse resumo, a parceria entre Ripple e Bitso chamou atenção do mercado.
As empresas ampliaram sua colaboração por meio da integração da stablecoin mexicana MXNB à rede XRP Ledger. A iniciativa busca facilitar liquidações corporativas entre México e Estados Unidos utilizando infraestrutura blockchain.
O corredor financeiro entre os dois países movimenta dezenas de bilhões de dólares anualmente. Por isso, soluções que aumentam eficiência, reduzem custos e aceleram transferências internacionais despertam grande interesse entre empresas e instituições financeiras.
Além disso, a integração fortalece o papel das stablecoins como ferramentas estratégicas para pagamentos transfronteiriços.
Argentina amplia debates sobre criptomoedas
Na Argentina, o setor cripto também permaneceu em evidência. Um dos episódios mais comentados envolveu Manuel Adorni, chefe de gabinete do governo de Javier Milei, após declarações relacionadas à posse de bitcoins não declarados.
O caso gerou repercussão política e levou autoridades a iniciarem análises sobre a evolução patrimonial do funcionário público.
Paralelamente, o governo argentino segue desenvolvendo iniciativas voltadas para a modernização do ambiente regulatório. Projetos em discussão incluem adaptações legais para organizações autônomas descentralizadas (DAOs), registros corporativos on-chain e ativos tokenizados.
Essas propostas reforçam a intenção do país de atrair empresas ligadas ao setor blockchain e fortalecer sua posição dentro da economia digital global.
Empresas ampliam adoção de blockchain e criptomoedas
O resumo também revelou avanços importantes na adoção institucional.
No Brasil, a fintech Clara lançou soluções corporativas que utilizam stablecoins como infraestrutura de liquidação. Já o Comitê Olímpico Brasileiro anunciou parceria com a Fundação Cardano para desenvolver iniciativas relacionadas à identidade digital, governança e engajamento de torcedores.
Além disso, plataformas como Mercado Bitcoin ampliaram acordos estratégicos com grandes empresas do setor, fortalecendo a distribuição de produtos e serviços relacionados a ativos digitais.
Esses movimentos demonstram que a tecnologia blockchain continua expandindo sua presença para além do universo financeiro tradicional.
Notícias mostram amadurecimento do mercado regional
Os acontecimentos da semana evidenciam um processo acelerado de amadurecimento do mercado de criptomoedas na América Latina.
Enquanto reguladores avançam na construção de regras mais claras, empresas investem em infraestrutura, pagamentos digitais, tokenização e integração blockchain. Ao mesmo tempo, investidores acompanham novas oportunidades que surgem em diferentes segmentos do setor.
Diante desse cenário, os principais destaques do nosso resumo reforça que a região continua ocupando posição estratégica no desenvolvimento da economia digital global, especialmente em áreas como stablecoins, tokenização e serviços financeiros baseados em blockchain.


