A Wormhole, uma das principais plataformas de interoperabilidade do mercado de criptomoedas, anunciou nesta quinta-feira (26), uma parceria estratégica com a Ripple. O objetivo é expandir a conectividade do XRP Ledger (XRPL) e de sua EVM Sidechain ao ecossistema multichain.
Com a parceria, será possível a troca de mensagens entre redes, transferências de ativos e a emissão de tokens de forma multichain. A novidade marca um passo importante na conexão entre finanças institucionais e soluções blockchain interoperáveis e regulamentadas.
Além disso, a parceria abre caminho para que desenvolvedores movimentem ativos nativos do XRPL, como XRP, IOUs e Multi-Purpose Tokens (MPTs), para mais de 35 redes compatíveis com a infraestrutura da Wormhole.
Também será possível ativar contratos inteligentes entre diferentes blockchains através de gatilhos de dados e mensagens. Assim, viabilizando novas aplicações em pagamentos, finanças descentralizadas (DeFi) e ativos do mundo real (RWAs).
“Com a parceria, estamos desbloqueando ainda mais potencial entre as principais blockchains para uma das redes mais consolidadas em finanças corporativas, reforçando seu papel como base para ecossistemas de ativos digitais regulados e interoperáveis”, afirmou Robinson Burkey, cofundador da Wormhole Foundation.
Interoperabilidade é fator-chave para adoção cripto
Com a integração, tokens emitidos no XRPL poderão transitar entre diferentes redes mantendo sua origem e governança. Dessa forma, ampliando o alcance da rede e de sua EVM Sidechain, sem comprometer sua segurança e confiabilidade.
Desde seu lançamento em 2020, a Wormhole já viabilizou mais de 1 bilhão de mensagens cross-chain, movimentando um volume superior a US$ 60 bilhões.
A plataforma já é adotada por instituições de peso como BlackRock, Apollo e Securitize, reforçando seu status como uma infraestrutura de referência no universo blockchain.
Assim, a colaboração com a Ripple alinha-se à visão compartilhada de construir um sistema financeiro global, aberto e interconectado, no qual ativos digitais possam circular com fluidez e segurança entre diversas redes, superando barreiras técnicas e regulatórias.


