A administração presidencial no governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, propôs uma taxa de até US$ 100 mil para as solicitações do visto H-1B, que é utilizado por empresas para contratar profissionais estrangeiros altamente qualificados.
A medida, apelidada de “tarifa sobre o talento”, pode impactar diretamente o setor de tecnologia, startups, universidades e a competitividade global dos EUA.
O visto que não foi bem visto
Em um mundo onde cérebros brilhantes são o verdadeiro “somebody love” da indústria tech, os Estados Unidos parecem estar colocando um preço salgado no amor.
Ao dificultar o acesso a talentos internacionais. Trump quer cobrar uma taxa de até US$ 100 mil por visto H-1B — usado para contratar talentos estrangeiros.
Além disso, foi anunciada pela administração que a taxa é para cada solicitação de visto H-1B. Porém, essa taxa não se aplica a renovações ou a quem já possui o visto segundo esclarecimentos posteriores da Casa Branca.
O que é o visto H-1B?
- Um visto criado em 1990, usado por empresas americanas para contratar profissionais estrangeiros em áreas como tecnologia, engenharia, saúde e finanças.
- Possui cerca de 75% dos beneficiários da Índia, seguidos por chineses.
- Grandes empresas como Amazon, Google, Microsoft e Apple estão entre os maiores usuários desse visto.
Impactos imediados de 1° Grau
A primeiro momento a sensação é de confusão e pânico. Inclusive, empresas instruíram funcionários com vistos pendentes a evitar viagens internacionais com a preocupação de haver o medo de não conseguirem retornar sem pagar a taxa.
Além disso, startups e universidades dizem que não conseguiram arcar com os custos, e isso poderia prejudicar a pesquisa e a inovação.
Sendo assim, algumas multinacionais já consideram mover operações para outros países para evitar a taxa, efetuando assim um deslocamento de operações e uma realocação estratégica.
Reação do setor e consequências possíveis
Por fim, além da taxa, o governo propôs um novo sistema de seleção que favorece candidatos com salários mais altos.
O setor reagiu com silêncio estratégico, evitando críticas públicas por receio de represálias políticas. Em contrapartida, CEOs como Jamie Dimon (JPMorgan) e Sridhar Ramaswamy (Snowflake) alertaram para o risco de perda de talentos globais.
Além disso, menos talentos internacionais podem significar menos inovação, empresas podem intensificar operações fora dos EUA para compensar custos e os economistas alertam para uma possível perda de competitividade em áreas estratégicas como IA e computação quântica.
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Última atualização em 26/09/25 por TechCripto


