A seguir:
- A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas começou na Alesp para investigar golpes com promessas de lucros fixos no mercado cripto.
- Deputados estaduais terão 120 dias para concluir as apurações, com possibilidade de prorrogação.
- A comissão representa a segunda investigação parlamentar sobre criptomoedas no Brasil, agora com foco exclusivo em São Paulo.
A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas começou oficialmente na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e marca um novo capítulo no combate a golpes envolvendo criptoativos no Estado.
A investigação mira empresas e supostos investimentos que prometem ganhos fixos e irreais com criptomoedas, prática que atinge principalmente pequenos investidores.
Além disso, os deputados estaduais terão 120 dias para reunir informações, ouvir envolvidos e esclarecer possíveis fraudes.
Caso precisem de mais tempo, poderão prorrogar os trabalhos por igual período. A iniciativa reforça a pressão sobre esquemas que utilizam o mercado cripto como fachada para pirâmides financeiras.
CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas entra em vigor em SP
A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas ganhou forma ainda em dezembro de 2025, quando o presidente da Alesp, André do Prado, autorizou a abertura da comissão por meio do Ato nº 189/2025.
Contudo, os trabalhos passaram a valer oficialmente em 4 de fevereiro de 2026, com a retomada do ano legislativo.
O objeto da comissão deixa claro o foco da investigação. O texto destaca que a CPI pretende apurar a prática de golpes com falsos investimentos em criptoativos e estruturas de marketing multinível que podem esconder esquemas de pirâmide.
Segundo o documento, essas práticas iludem principalmente investidores iniciantes, atraídos por promessas de lucros fáceis e garantidos.
Dessa forma, a CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas concentra esforços em operações que oferecem rentabilidade fixa no mercado cripto, algo que contraria a própria natureza volátil desses ativos.
CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas enfrenta início sem quórum
Apesar da expectativa em torno da nova investigação, a primeira reunião da CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas não ocorreu. Na última quarta-feira (11), os deputados estaduais não compareceram, o que impediu a abertura formal dos trabalhos por falta de quórum.
O documento de convocação contou com a assinatura do deputado Paulo Fiorilo (PT/PCdoB/PV), que se identificou como presidente da comissão. Ainda assim, a ausência dos parlamentares adiou o início prático das atividades.
Mesmo com o contratempo, os deputados precisam cumprir o prazo estabelecido. A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas deve concluir as investigações em até 120 dias, salvo eventual prorrogação. Portanto, o cronograma exige organização e presença efetiva dos membros designados.
Quem compõe a CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas
A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas conta com nove deputados estaduais efetivos já definidos.
Entre eles estão Lucas Bove (PL), Tenente Coimbra (PL), Luiz Claudio Marcolino (PT/PCdoB/PV), Paulo Fiorilo (PT/PCdoB/PV), Dirceu Dalben (PSDB/Cidadania), Altair Moraes (Republicanos), Guto Zacarias (União), Fábio Faria de Sá (Pode) e Leonardo Siqueira (Novo).
Além dos titulares, a comissão possui suplentes de diferentes partidos, restando ainda uma vaga a ser preenchida.
Essa composição plural pode influenciar o ritmo e o direcionamento das apurações, já que envolve parlamentares de diversas correntes ideológicas.
Com isso, a CPI reúne representantes de partidos distintos, o que tende a ampliar o debate sobre regulação, fiscalização e proteção ao investidor.
CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas é a segunda no Brasil
A investigação iniciada na Alesp representa a segunda CPI com foco em golpes envolvendo criptoativos no Brasil.
Em 2023, a Câmara dos Deputados instalou uma comissão parlamentar para apurar esquemas semelhantes em âmbito nacional.
Na ocasião, sob a presidência do deputado Aureo Ribeiro (SD-RJ), os trabalhos resultaram no indiciamento de envolvidos em fraudes que atingiram vítimas em diferentes estados.
Agora, entretanto, a CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas em São Paulo direciona o olhar exclusivamente para ocorrências dentro do território paulista.
Essa delimitação estadual permite uma análise mais detalhada de casos específicos e pode facilitar o encaminhamento de medidas locais.
Ao mesmo tempo, a nova comissão reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização constante no mercado de criptoativos.
Com a instalação da CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas, São Paulo coloca novamente o tema dos golpes com criptomoedas no centro do debate público, especialmente diante do crescimento do interesse por investimentos digitais.




