O preço do Bitcoin (BTC) segue pressionado no encerramento do primeiro trimestre de 2025. Com uma queda acumulada de 13%, enquanto fatores macroeconômicos geram nova volatilidade no mercado, a principal criptomoeda registrou o pior primeiro trimestre desde 2018, quando teve queda de 49.7%.

Por que o Bitcoin teve um desempenho ruim no primeiro trimestre de 2025?
O Bitcoin teve um início de ano mais fraco devido a fatores macroeconômicos e institucionais.
A conversão do Grayscale Bitcoin Trust em ETF permitiu grandes resgates, gerando pressão de venda. Além disso, a incerteza sobre os cortes de juros pelo Federal Reserve afetou o apetite por risco.
Apesar disso, o cenário estrutural do Bitcoin está mais sólido, com maior adoção institucional e regulamentação.
Bitcoin pode cair abaixo de US$ 80.000
O Bitcoin corre o risco de perder o suporte de US$ 80.000, com os novos aranceles comerciais dos Estados Unidos afetando o sentimento dos investidores.
A data de 2 de abril, apelidada de “Dia da Libertação” pelo ex-presidente Donald Trump, é um dos fatores de preocupação para o mercado.
Apesar do cenário de incerteza, o BTC teve um mês de março relativamente estável.
Impacto dos novos aranceles dos EUA no BTC
Os mercados estão atentos ao impacto dos novos aranceles comerciais dos EUA, que entram em vigor em 2 de abril. A medida pode afetar cerca de US$ 1,5 trilhão em importações, aumentando a incerteza econômica. O índice de incerteza da política econômica atingiu níveis elevados, reforçando a expectativa de uma semana volátil para os ativos de risco.
Além disso, dados de emprego dos EUA e discursos de membros do Federal Reserve (Fed) devem influenciar ainda mais o mercado. No dia 4 de abril, o presidente do Fed, Jerome Powell, fará um pronunciamento sobre as perspectivas econômicas, o que pode trazer mais clareza sobre o futuro da política monetária.
Bitcoin enfrenta trimestre fraco, mas mantém tendência de alta
O BTC fechou o primeiro trimestre de 2025 com uma queda de 12,7%, tornando-se o pior início de ano desde 2018.
A valorização do ouro como ativo de proteção pressionou o Bitcoin, que recuou 30% desde seu pico em janeiro. No entanto, essa correção segue padrões históricos, visto que em ciclos anteriores quedas superiores a 60% foram registradas antes de novas máximas.
Apesar da baixa volatilidade em comparação com ciclos passados, traders seguem cautelosos.
O indicador MVRV, que mede a relação entre o valor de mercado e o valor realizado, sugere que o mercado saiu da zona de superaquecimento, mas ainda não sinaliza um fundo definitivo.
Confiança dos investidores nos EUA pode indicar recuperação
Embora a pressão de venda tenha sido intensa neste trimestre, dados da Coinbase Premium indicam que os investidores americanos mantêm o interesse no BTC. A ausência de uma queda acentuada nesse indicador pode sugerir uma possível mudança de tendência no curto prazo.
O desempenho do Bitcoin nos próximos dias dependerá da reação do mercado às novas tarifas comerciais dos EUA e aos dados econômicos globais. Caso os investidores retomem a confiança, o BTC poderá recuperar seu impulso de alta ainda no segundo trimestre.
O que esperar dos próximos três meses para o Bitcoin?
O mercado deve ganhar força com a estabilização dos fluxos de saída dos ETFs e a aproximação do halving de 2018. Além disso, a possível redução das taxas de juros pelo Fed pode impulsionar o apetite por risco, e a administração de Trump pode impactar o cenário macroeconômico, reforçando o Bitcoin como reserva de valor.
Por fim, a volatilidade continuará, mas a tendência geral aponta para recuperação e possíveis novas máximas.


