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Brasil compra software de R$ 8 mi para rastrear Bitcoin

Brasil investe R$ 8 mi em software para rastrear Bitcoin; PF usará sistema contra lavagem de dinheiro.

Moeda Bitcoin com fundo digital.

O Governo Lula contratou um software de R$ 8,6 milhões para rastrear Bitcoin e outras criptomoedas no Brasil. A ferramenta deve intensificar o combate à lavagem de dinheiro.

A seguir:

  • Governo Lula firma contrato de R$ 8,6 milhões para rastrear Bitcoin e criptomoedas.
  • Contrato prevê 51 acessos ativos durante 36 meses para a Polícia Federal.
  • Objetivo é combater lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Governo paga R$ 8 milhões para rastrear Bitcoin e criptomoedas

O Governo Lula iniciou uma nova fase de monitoramento do mercado cripto no Brasil ao adquirir um software especializado em rastrear Bitcoin e outras criptomoedas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) firmou um contrato de R$ 8,6 milhões para implementar o sistema, que ficará sob operação da Polícia Federal.

A iniciativa busca fortalecer o combate a crimes financeiros, especialmente em investigações que envolvem lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

De acordo com o Diário Oficial, o contrato foi assinado em 23 de outubro, mas apenas publicado no dia 29. A ferramenta terá validade por 36 meses e permitirá 51 acessos autorizados para diferentes setores de inteligência. Dessa forma, o governo pretende rastrear Bitcoin e outras redes blockchain, acompanhando transferências suspeitas e mapeando conexões entre endereços de criptomoedas.

O edital descreve que o software possibilita análise profunda de transações baseadas em blockchain. A ferramenta mapeia vínculos entre carteiras e identifica possíveis fontes ilícitas de recursos, ajudando autoridades a acompanhar fluxos em tempo real.

Segundo o termo de referência, o sistema deve “analisar transações baseadas em blockchain e mapear vínculos de endereços de criptoativos relacionados a práticas criminosas”. O MJSP afirma que o principal objetivo é oferecer suporte às investigações de crimes financeiros.

Empresa que venceu a licitação

A empresa vencedora da licitação para fornecer o software capaz de rastrear Bitcoin foi a Iafis Systems do Brasil Ltda, sediada em Brasília. Fundada em 2003, a companhia venceu uma concorrência com outras 11 participantes, oferecendo o menor valor unitário: R$ 170 mil por licença. Assim, o contrato finalizou em R$ 8,67 milhões, muito abaixo do teto previsto inicialmente, de R$ 49 milhões.

Entre as concorrentes estavam empresas conhecidas no setor de tecnologia e perícia digital, como Techbiz, Avance Brokers e Iridia Soluções. Algumas propostas chegaram a ultrapassar R$ 40 milhões, reforçando a complexidade e relevância do projeto. O software permite rastrear operações em múltiplas redes, incluindo Bitcoin, Ethereum, Tron, Dash e XRP — uma capacidade essencial em um mercado cada vez mais fragmentado.

A Iafis, que recentemente adicionou um novo sócio, atua com foco em soluções de segurança pública, investigação digital e biometria. Fontes ligadas ao ministério afirmam que o sistema oferece ampla cobertura multichain com altos níveis de precisão, permitindo rastrear Bitcoin mesmo em redes menos transparentes, como Tron e Dash.

O sistema permite que autoridades cruzem informações de carteiras blockchain com investigações em andamento. Assim, ao rastrear Bitcoin e outras criptomoedas, a Polícia Federal pode seguir fluxos de recursos até suspeitos, contas e serviços utilizados para camuflar operações ilegais.

Além disso, a ferramenta pode atuar de forma preventiva, identificando padrões anormais de movimentações financeiras que indiquem atividades que merecem apuração. Assim, investigações que antes exigiam semanas poderão avançar com mais agilidade.

Rastrear Bitcoin não limita uso legal, diz MJSP

O MJSP afirma que a aquisição do software não busca restringir o uso legal das criptomoedas. Segundo técnicos do ministério, a adoção de ferramentas modernas se tornou indispensável para acompanhar o avanço do mercado. O objetivo central é garantir que o ambiente digital não seja usado para fraudes nem para movimentação de recursos ligados ao crime organizado.

Dessa forma, o foco em rastrear Bitcoin está relacionado à integridade do sistema financeiro e à segurança dos brasileiros. O governo acredita que o monitoramento fortalece a atuação do Brasil no combate ao crime internacional e amplia o alcance das forças de segurança em um setor cada vez mais sofisticado.

Rastrear Bitcoin fortalece o combate à lavagem de dinheiro

O uso de blockchains se expande no Brasil, o que torna fundamental aumentar a capacidade investigativa. Crimes como pirâmides financeiras, golpes, evasão de divisas e lavagem de dinheiro se adaptam rapidamente às novas tecnologias. Assim, o avanço de ferramentas capazes de rastrear Bitcoin e mapear carteiras suspeitas representa um passo importante para enfrentar esses delitos.

A contratação também acompanha a tendência global de maior vigilância regulatória sobre criptomoedas. Diversos países já implementaram sistemas semelhantes, buscando conciliar inovação tecnológica com segurança jurídica.

Última atualização em 05/12/25 por TechCripto

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