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Como o PCC usa mineradoras de Bitcoin para lavagem de dinheiro

Investigação aponta o uso de mineradoras de Bitcoin pelo PCC em um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e ocultação de fortunas.

PCC. Imagem ilustrativa.

O Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do Brasil, está expandindo suas operações de lavagem de dinheiro. Agora, o grupo utiliza mineradoras de Bitcoin (BTC), segundo investigações recentes da Polícia Civil de São Paulo.


Operação Policial no Tatuapé: O Reduto do Crime Organizado

Uma operação policial realizada em julho focou em alvos no Tatuapé, um bairro nobre da zona leste paulistana, conhecido por abrigar membros do alto escalão do PCC.

Com mandados de busca e apreensão, os agentes investigaram esquemas de lavagem que envolvem não apenas a compra de imóveis e postos de gasolina, mas também a mineração de criptomoedas.


Investigação e Evidências de Lavagem com Mineração de Bitcoin

A operação rastreava bens ocultos de Anselmo Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”, um influente membro do PCC assassinado em 2021.

Em uma residência de classe média, associada a sócios de uma rede de postos de gasolina, a polícia encontrou uma mineradora de Bitcoin. No local, se suspeita que as atividades também serviam para lavar dinheiro.

Além disso, uma planilha apreendida revela detalhes sobre a mineradora, apelidada de “Jacatorta”.

Após a morte de Cara Preta, os custos com a mineradora, que exigiam até R$ 7 mil em eletricidade por mês, foram drasticamente reduzidos, indicando que os gastos com energia estavam diretamente ligados à atividade.


Por Que o PCC Usa Mineração para Lavagem de Dinheiro?

A mineração de Bitcoin envolve a resolução de complexos problemas matemáticos e demanda alto consumo de energia, geralmente com processadores de ponta.

Apesar dos elevados custos, operações criminosas podem aceitar o prejuízo como um custo adicional para lavar dinheiro. O que torna esta uma estratégia complementar aos métodos tradicionais de lavagem.


Patrimônio em Criptomoedas e Conflitos Internos

As investigações indicam que Cara Preta possuía um patrimônio considerável em criptomoedas, tornando-se um alvo para o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach.

A disputa entre ambos pelo controle de valores e negócios em criptomoedas teria motivado o assassinato de Cara Preta, segundo o Ministério Público.


Empresas de Fachada e Veículos de Luxo: Outros Esquemas de Lavagem do PCC

Além da mineradora de Bitcoin, Cara Preta teria utilizado outros esquemas de fachada, como empresas de transporte, postos de gasolina e imóveis de luxo.

A operação policial revelou um cofre em um posto de gasolina no Tatuapé, onde valores suspeitos eram armazenados, e apreendeu sete veículos de luxo. Entre eles, um modelo avaliado em mais de R$ 1 milhão.

Todos possivelmente usados para disfarçar a origem ilícita dos lucros do crime.

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