No dia 8 de novembro, o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, de 38 anos, foi assassinado a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo.
Gritzbach teria sido alvo de vingança após um calote milionário envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC), que confiou a ele um investimento de US$ 100 milhões em criptomoedas.
De acordo com o Ministério Público, a ligação de Gritzbach com a facção criminosa remonta a 2021. Na época, Anselmo Bacheli Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta” e membro do PCC, transferiu os US$ 100 milhões para Gritzbach e um comparsa.
A dupla deveria aplicar o valor em criptomoedas, no entanto, o dinheiro desapareceu.
Posteriormente, tanto “Cara Preta” quanto seu motorista, Antônio Corona Neto (“Sem Sangue”), foram mortos.
Dessa forma, as investigações indicam que Gritzbach foi o mandante desses assassinatos, motivado por “desavenças financeiras”.
Após cumprir pena por esses crimes, Gritzbach foi solto em junho de 2023, com liberdade condicional, mas voltou a ser alvo das autoridades.
Em uma nova acusação, ele foi apontado como responsável por lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa. Segundo as investigações, ele teria utilizado fundos do PCC para adquirir imóveis de luxo no condomínio Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral norte de São Paulo.
O dinheiro, conforme apontou a denúncia, pertencia a Cláudio Marcos de Almeida, conhecido como “Django”, outro membro de destaque do PCC.
No final de 2023, Gritzbach sobreviveu a uma tentativa de assassinato em sua residência no Tatuapé, zona leste de São Paulo. A suspeita é que o atentado tenha sido encomendado por integrantes do PCC.
Contudo, em março deste ano, o empresário firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público e compartilhou informações sobre esquemas de lavagem de dinheiro do PCC. Entre as evidências fornecidas, destacam-se aquisições e investimentos da facção no agenciamento de jogadores de futebol de alto nível, tanto no Brasil quanto no exterior.
Presença do PCC no mercado cripto
A morte de Gritzbach expôs ainda mais a crescente presença do PCC no mercado de criptomoedas.
Em 2023, o Ministério Público de São Paulo já havia revelado que a facção estava incorporando as criptomoedas para sustentar suas operações internacionais, usando-as como ferramenta de financiamento e lavagem de ativos ilícitos.
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Última atualização em 15/02/25 por Viviane Pedro


