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O que esperar da nova CPI das pirâmides financeiras de criptomoedas

A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas já está em vigor na Assembleia Legislativa de São Paulo e vai investigar golpes que prometem lucros fixos com criptoativos. Os deputados estaduais terão 120 dias para apurar fraudes e reunir informações sobre esquemas que atingem investidores paulistas.

Plenário da Alesp durante início da CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas em São Paulo

A seguir:

  1. A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas começou na Alesp para investigar golpes com promessas de lucros fixos no mercado cripto.
  2. Deputados estaduais terão 120 dias para concluir as apurações, com possibilidade de prorrogação.
  3. A comissão representa a segunda investigação parlamentar sobre criptomoedas no Brasil, agora com foco exclusivo em São Paulo.

A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas começou oficialmente na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e marca um novo capítulo no combate a golpes envolvendo criptoativos no Estado.

A investigação mira empresas e supostos investimentos que prometem ganhos fixos e irreais com criptomoedas, prática que atinge principalmente pequenos investidores.

Além disso, os deputados estaduais terão 120 dias para reunir informações, ouvir envolvidos e esclarecer possíveis fraudes.

Caso precisem de mais tempo, poderão prorrogar os trabalhos por igual período. A iniciativa reforça a pressão sobre esquemas que utilizam o mercado cripto como fachada para pirâmides financeiras.

CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas entra em vigor em SP

A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas ganhou forma ainda em dezembro de 2025, quando o presidente da Alesp, André do Prado, autorizou a abertura da comissão por meio do Ato nº 189/2025.

Contudo, os trabalhos passaram a valer oficialmente em 4 de fevereiro de 2026, com a retomada do ano legislativo.

O objeto da comissão deixa claro o foco da investigação. O texto destaca que a CPI pretende apurar a prática de golpes com falsos investimentos em criptoativos e estruturas de marketing multinível que podem esconder esquemas de pirâmide.

Segundo o documento, essas práticas iludem principalmente investidores iniciantes, atraídos por promessas de lucros fáceis e garantidos.

Dessa forma, a CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas concentra esforços em operações que oferecem rentabilidade fixa no mercado cripto, algo que contraria a própria natureza volátil desses ativos.

CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas enfrenta início sem quórum

Apesar da expectativa em torno da nova investigação, a primeira reunião da CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas não ocorreu. Na última quarta-feira (11), os deputados estaduais não compareceram, o que impediu a abertura formal dos trabalhos por falta de quórum.

O documento de convocação contou com a assinatura do deputado Paulo Fiorilo (PT/PCdoB/PV), que se identificou como presidente da comissão. Ainda assim, a ausência dos parlamentares adiou o início prático das atividades.

Mesmo com o contratempo, os deputados precisam cumprir o prazo estabelecido. A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas deve concluir as investigações em até 120 dias, salvo eventual prorrogação. Portanto, o cronograma exige organização e presença efetiva dos membros designados.

Quem compõe a CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas

A CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas conta com nove deputados estaduais efetivos já definidos.

Entre eles estão Lucas Bove (PL), Tenente Coimbra (PL), Luiz Claudio Marcolino (PT/PCdoB/PV), Paulo Fiorilo (PT/PCdoB/PV), Dirceu Dalben (PSDB/Cidadania), Altair Moraes (Republicanos), Guto Zacarias (União), Fábio Faria de Sá (Pode) e Leonardo Siqueira (Novo).

Além dos titulares, a comissão possui suplentes de diferentes partidos, restando ainda uma vaga a ser preenchida.

Essa composição plural pode influenciar o ritmo e o direcionamento das apurações, já que envolve parlamentares de diversas correntes ideológicas.

Com isso, a CPI reúne representantes de partidos distintos, o que tende a ampliar o debate sobre regulação, fiscalização e proteção ao investidor.

CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas é a segunda no Brasil

A investigação iniciada na Alesp representa a segunda CPI com foco em golpes envolvendo criptoativos no Brasil.

Em 2023, a Câmara dos Deputados instalou uma comissão parlamentar para apurar esquemas semelhantes em âmbito nacional.

Na ocasião, sob a presidência do deputado Aureo Ribeiro (SD-RJ), os trabalhos resultaram no indiciamento de envolvidos em fraudes que atingiram vítimas em diferentes estados.

Agora, entretanto, a CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas em São Paulo direciona o olhar exclusivamente para ocorrências dentro do território paulista.

Essa delimitação estadual permite uma análise mais detalhada de casos específicos e pode facilitar o encaminhamento de medidas locais.

Ao mesmo tempo, a nova comissão reforça o alerta sobre a necessidade de fiscalização constante no mercado de criptoativos.

Com a instalação da CPI das Pirâmides Financeiras de Criptomoedas, São Paulo coloca novamente o tema dos golpes com criptomoedas no centro do debate público, especialmente diante do crescimento do interesse por investimentos digitais.

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Crypto.com e TechCripto.

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