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Revisão do Drex e avanço das stablecoins aceleram tokenização no Brasil

Especialistas afirmam que revisão do Drex e adoção de stablecoins vão acelerar tokenização de ativos reais no Brasil.

Revisão do Drex e avanço das stablecoins aceleram tokenização no Brasil

A mudança de estratégia do Banco Central em relação ao Drex, moeda digital brasileira, pode acelerar a adoção de stablecoins e impulsionar a tokenização de ativos reais no país.

Especialistas como Daniel Coquieri (CEO da Liqi), Deivison Arthur (CEO da EBX), Gustavo Cunha (autor de “A Tokenização do Dinheiro”) e André Portilho (BTG Pactual) afirmam que, ao abandonar temporariamente o uso de blockchain e focar em aplicações práticas, o BC abre espaço para soluções privadas mais ágeis e escaláveis.

Assim, o Brasil pode se tornar referência global em infraestrutura digital interoperável com DeFi, pagamentos instantâneos e ativos tokenizados.

Por que a revisão do Drex pode acelerar a tokenização

O Drex foi inicialmente concebido como uma plataforma baseada em blockchain permissionada, com foco em contratos inteligentes e liquidação atômica.

Sendo assim, o projeto enfrentou obstáculos técnicos relacionados à privacidade e à escalabilidade, o que levou o BC a adotar uma arquitetura mais simples e centralizada para a primeira fase, prevista para 2026.

Adoção de stablecoins como alternativa

Além disso, especialistas defendem que o BC deveria incentivar o uso de stablecoins lastreadas no real, emitidas por empresas privadas sob supervisão pública.

Deivison Arthur propõe um modelo de CBDC sintética (sCBDC), onde o governo regula e garante o lastro, enquanto o setor privado cuida da infraestrutura, usabilidade e compliance.

Inclusive, esse modelo já se aproxima da regulação americana aprovada pela Lei GENIUS, que exige títulos públicos como garantia.

Impacto da tokenização no mercado financeiro brasileiro

A tokenização de ativos reais (RWA) já avança no Brasil, mesmo sem o Drex em operação.

Empresas como Liqi, Foxbit e Parfin desenvolvem soluções em redes públicas e privadas, com foco em recebíveis, debêntures, imóveis e crédito agrícola.

Benefícios da tokenização

  • Redução de custos operacionais
  • Acesso fracionado a ativos antes restritos
  • Liquidação instantânea e rastreável
  • Maior transparência e segurança jurídica
  • Integração com carteiras digitais e Pix

Em resumo, a tokenização permite transformar ativos físicos em representações digitais negociáveis, o que democratiza o acesso ao crédito e aos investimentos.

Especialistas apontam caminhos para o futuro do Drex

Segundo Gustavo Cunha, o BC deve criar padrões regulatórios para emissão de ativos diretamente on-chain, sem precisar reinventar a infraestrutura de liquidação. Assim sendo, o foco deve migrar de soluções técnicas para aplicações práticas, com interoperabilidade entre redes públicas e privadas.

Daniel Coquieri reforça que a iniciativa privada já possui tecnologia suficiente para escalar a tokenização. Por fim, André Portilho avalia que o faseamento do Drex foi acertado, pois permite amadurecimento tecnológico sem comprometer a visão de longo prazo.

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