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Febraban Tech 2026 debate agentes de IA no sistema financeiro

Painel de 25 de agosto discute quem decide e quem executa na era dos agentes de IA. Febraban Tech acontece de 24 a 26 de agosto no Anhembi com 13 trilhas sobre IA, Drex, stablecoins e cibersegurança.

Febraban Tech 2026 debate agentes de IA no sistema financeiro

O maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro brasileiro acontece de 24 a 26 de agosto no Distrito Anhembi, em São Paulo.

A seguir:

  • O que o painel de 25 de agosto vai discutir e quem são os participantes
  • As 13 trilhas do evento e os temas mais relevantes para o setor cripto e financeiro
  • Por que governança de agentes de IA é o debate central do sistema financeiro em 2026

O Febraban Tech 2026 tem como tema central “Agentes Inteligentes, liderança humana” e concentra suas discussões num momento em que bancos e fintechs brasileiros estão deixando de debater automação de processos e passando a enfrentar questões mais complexas: quem decide quando uma IA decide? Quem responde quando ela erra?

Um dos painéis mais relevantes da programação acontece em 25 de agosto, das 14h às 15h, no Auditório Febraban Azul: “Agentes de IA e o redesenho do trabalho: quem decide, quem executa”, com executivos do Bradesco, Itaú Unibanco, Matera e Robert Half.

O painel: quem decide, quem executa

O encontro integra a trilha “Engenharia do futuro: do humano ao híbrido na Era dos Agentes de IA” e reúne quatro participantes com perspectivas complementares sobre o tema.

  • Lennon Farias, Tech CIO do Bradesco, representa o lado da infraestrutura e arquitetura tecnológica dos grandes bancos incumbentes.
  • Mariana Gomide, superintendente do Itaú Unibanco, traz a visão operacional de uma das maiores instituições financeiras da América Latina.
  • Carlos Netto, cofundador e CEO da Matera, representa o ecossistema de fintechs de infraestrutura.
  • Ana Carla Guimarães, diretora de Recrutamento de Executivos da Robert Half, fecha o painel com a perspectiva do mercado de trabalho: quais funções sobrevivem, quais desaparecem e quais surgem quando agentes de IA assumem atividades operacionais.

A mediação será de Gustavo Paul, diretor-adjunto de Comunicação da Febraban.

O debate chega num momento em que o dado mais concreto disponível é da Coinbase: 95% do código da maior exchange americana já é gerado com IA. No HDFC Bank, o maior banco privado da Índia, 3.343 funcionários foram cortados no ano fiscal 2026 enquanto o lucro cresceu 11%.

A pesquisa da Ramp com a Revelio Labs, por outro lado, mostra que empresas com maior gasto em IA estão contratando mais, não menos. O painel do Febraban Tech vai ter que lidar com essas contradições.

As 13 trilhas e o que interessa ao ecossistema cripto

A programação do Febraban Tech 2026 distribui os debates em 13 trilhas. Duas delas têm conexão direta com a agenda do ecossistema de ativos digitais:

“O Drex e a corrida global pelas stablecoins” é provavelmente a trilha mais relevante para o setor cripto em 2026, ano em que o GENIUS Act americano excluiu a Tether do mercado americano, o MiCA europeu restringiu o USDT na Europa, e o Banco Central brasileiro avança no projeto do real digital enquanto o mercado pressiona contra a trava de 24 horas para transações com PSAVs.

“Meios de pagamento: quem paga a conta da inovação?” toca diretamente na disputa entre Pix, stablecoins e cartões cripto num mercado onde o Pix já responde por 38% do e-commerce e 34% dos PDVs, segundo o Global Payments Report 2026.

As demais trilhas cobrem agentes de IA em rede, identidade digital e compliance, cibersegurança, Open Finance, dados em tempo real, cloud e data centers, fintechs em fase de maturidade, finanças embarcadas e Transition Finance.

O contexto: IA e sistema financeiro em 2026

O tema do Febraban Tech não é especulativo. Pesquisa do Banco Central aponta que 80% das instituições financeiras brasileiras já utilizam agentes de IA em alguma capacidade. O Nubank chegou a 107 milhões de clientes com estrutura de pessoal comparativamente enxuta. Bradesco, Itaú e Santander Brasil investem em automação enquanto enfrentam pressão crescente de inadimplência num ciclo de juros altos.

O desafio que o painel de 25 de agosto vai enfrentar é o mesmo que o BCB vai precisar resolver na regulação: quando um agente de IA toma uma decisão de crédito, define uma taxa ou bloqueia uma transação suspeita, quem supervisiona, quem responde e como se prova que o processo foi justo e rastreável?

“À medida que sistemas inteligentes assumem atividades operacionais e coordenam processos com maior autonomia, profissionais passam a concentrar esforços em funções de maior valor agregado, como análise crítica, definição de estratégias e monitoramento dos sistemas”, descreve o comunicado da Febraban.

O Auditório Imersão do evento combinará recursos visuais avançados e cenografia interativa. Ao todo, o congresso terá dez auditórios, estúdios, área de workshops e espaços de bem-estar.

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