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Golpes digitais usam Pix, links falsos e WhatsApp

Golpes digitais crescem no fim do ano com falsas promoções e Wi-Fi público. Veja como proteger seus dados e evitar prejuízos.

Golpes digitais crescem no fim do ano e exigem mais segurança digital nas compras online

A seguir:

  1. Golpes digitais crescem no fim do ano impulsionados por falsas promoções e sites clonados.
  2. Segurança digital reduz riscos em compras online e uso de redes públicas.
  3. Conexões seguras e atenção evitam prejuízos financeiros no Natal.

O aumento das compras de Natal, das reservas de viagens e do uso intenso de aplicativos no fim do ano impulsiona também o crescimento dos golpes digitais, que se tornam mais frequentes justamente em um período de maior pressa e distração.

Diante desse cenário, especialistas alertam que adotar práticas de segurança digital faz toda a diferença para evitar prejuízos financeiros e vazamento de dados pessoais.

Além disso, promoções chamativas, anúncios patrocinados nas redes sociais e links compartilhados por mensagens criam o ambiente ideal para a atuação de criminosos virtuais.

Por isso, entender como esses golpes funcionam ajuda o consumidor a se proteger melhor durante o fim de ano.

Golpes digitais exigem resposta integrada de serviços financeiros e fintechs

Enquanto os golpes digitais crescem no fim do ano, especialistas alertam que as fraudes financeiras atingem um nível cada vez mais sofisticado no Brasil.

Levantamento da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) aponta que os golpes envolvendo Pix chegaram a 28 milhões de casos em 2025, evidenciando um cenário que vai além de um único meio de pagamento.

Além disso, o mesmo estudo identificou 2,7 milhões de golpes em compras online, 1,6 milhão de fraudes via WhatsApp e 1,5 milhão de casos de phishing, técnica que utiliza mensagens falsas para roubo de dados.

Somadas, essas práticas representam cerca de 47% de todos os crimes digitais registrados no país, com maior impacto entre pessoas acima de 50 anos, que concentram aproximadamente 53% das vítimas.

Segundo Abdul Assal, diretor de desenvolvimento de negócios da Galileo no Brasil, combater esse avanço exige uma atuação coordenada. “O foco não deve se limitar à proteção de um método de pagamento, mas à construção de um ecossistema digital capaz de antecipar, detectar e neutralizar ameaças em tempo real”, afirma. Para ele, a fraude evolui diariamente, impulsionada por engenharia social, deep fakes, contas laranja e automação criminosa.

Assal reforça que nenhuma empresa enfrenta o problema sozinha. “A integração entre instituições financeiras, fintechs, autoridades e provedores de tecnologia reduz brechas e aumenta a eficácia das respostas”, destaca.

Nos próximos meses, a tendência aponta para o uso intensivo de inteligência artificial defensiva, capaz de identificar anomalias em milissegundos e prevenir fraudes antes da conclusão das transações.

Golpes digitais se intensificam com links falsos, e-commerce clonado e Wi-Fi público

Durante o mês de dezembro, os golpes digitais se intensificam por meio de links falsos que prometem descontos muito acima da média. Normalmente, essas mensagens chegam por e-mail, WhatsApp ou redes sociais e imitam grandes varejistas para transmitir confiança.

No entanto, ao acessar essas páginas fraudulentas, o usuário acaba fornecendo CPF, senhas bancárias ou dados do cartão de crédito.

Em muitos casos, os sites também instalam malwares, capazes de roubar informações ou controlar o dispositivo sem autorização. A promessa de vantagem rápida se transforma em prejuízo financeiro.

Outro problema comum envolve sites de e-commerce clonados. Os criminosos alteram pequenos detalhes no endereço eletrônico, como a troca de letras por números, dificultando a identificação da fraude. Como resultado, o consumidor realiza o pagamento, mas nunca recebe o produto.

Além disso, anúncios enganosos ganham destaque nas redes sociais com produtos muito abaixo do valor de mercado. Mesmo com aparência profissional, essas páginas não oferecem canais reais de atendimento nem políticas claras de troca ou devolução.

O uso de redes Wi-Fi públicas representa outro fator de risco importante. Conexões abertas em shoppings, aeroportos, hotéis e restaurantes facilitam a interceptação de dados por terceiros.

Quando o usuário acessa aplicativos bancários, e-commerces ou carteiras digitais nessas redes, aumenta significativamente o risco de clonagem de cartões e roubo de informações.

Segundo especialistas, priorizar conexões seguras reduz drasticamente as chances de fraude, especialmente em períodos de alto volume de transações financeiras.

Especialistas reforçam hábitos simples de segurança digital

De acordo com Marcelo Letti, diretor técnico da Unetvale, a proteção começa com atitudes simples no dia a dia. Ele orienta que o consumidor confira sempre o endereço do site, desconfie de descontos irreais e evite informar dados pessoais em páginas com erros de português ou visual amador.

Além disso, manter senhas fortes e diferentes para cada serviço, ativar a autenticação em duas etapas e atualizar aplicativos com frequência cria uma barreira extra contra ataques. Essas práticas fortalecem a segurança digital e reduzem riscos no ambiente on-line.

Conexão segura ajuda a evitar prejuízos no fim do ano

Marcelo Letti destaca ainda que evitar o acesso a contas bancárias em redes abertas e desativar a conexão automática ao Wi-Fi público ajuda a preservar dados sensíveis.

Em caso de suspeita de golpe, a recomendação inclui encerrar a navegação imediatamente, não concluir a compra e procurar os canais oficiais da empresa envolvida.

Segundo ele, navegar com atenção garante tranquilidade para comprar, viajar e se comunicar sem transformar o fim de ano em dor de cabeça.

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