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Haddad tem plano de tributação cripto com alíquota fixa de 17,5%

Haddad propõe alíquota de 17,5% sobre criptoativos. MP 1.303/2025 pode arrecadar mais de R$ 10 bilhões em 2025.

Haddad propõe imposto fixo sobre criptoativos. imagem: IA

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou de audiência pública no Congresso Nacional para detalhar a Medida Provisória 1.303/2025, que propõe uma nova estrutura de tributação sobre criptoativos.

A proposta estabelece uma alíquota fixa de 17,5% sobre os ganhos com criptomoedas, mesmo em operações abaixo de R$ 35 mil mensais.

Como resultado, o governo espera arrecadar mais de R$ 10 bilhões já em 2025. Dessa forma, a medida visa ampliar a base tributária e corrigir distorções no mercado de ativos digitais.

Detalhes da MP 1.303/2025 e justificativas do governo

Durante a audiência, Haddad defendeu que a nova tributação busca promover justiça fiscal e garantir equilíbrio entre diferentes tipos de investimentos.

Segundo ele, o regime atual favorece grandes investidores e penaliza os pequenos, que não conseguem manter aplicações por longos períodos.

Fim da isenção para vendas abaixo de R$ 35 mil

Antes da MP, investidores que movimentavam até R$ 35 mil por mês em criptoativos estavam isentos de imposto.

No entanto, a nova proposta elimina essa isenção, aplicando a alíquota de 17,5% sobre qualquer lucro obtido. Isso levou a críticas por parte de representantes do setor, que alegam impacto direto sobre o investidor de varejo.

Unificação da alíquota e simplificação do sistema

Devido a esse fator, o governo optou por uma alíquota única, substituindo o modelo progressivo que variava entre 15% e 22,5%.

Assim sendo, a proposta busca simplificar o sistema de apuração e reduzir brechas que permitiam planejamento tributário agressivo. Inclusive, a cobrança será trimestral, com compensação de perdas limitada aos cinco trimestres anteriores.

Impactos esperados e reação do mercado

A proposta foi recebida com reservas por parlamentares da oposição e por representantes do setor financeiro.

Entretanto, Haddad afirmou que a medida não deve desestimular investimentos, pois os ativos digitais continuarão com vantagens competitivas em relação a outros produtos.

Expectativa de arrecadação e metas fiscais

  • A previsão é arrecadar mais de R$ 10 bilhões em 2025.
  • Para 2026, o governo estima arrecadação superior a R$ 20 bilhões.
  • A meta fiscal é alcançar superávit de 0,25% do PIB até o fim de 2026.

Reações políticas e institucionais

  • A base governista defende a medida como necessária para ampliar a arrecadação.
  • A oposição critica a ausência de cortes de despesas e o aumento da carga tributária.
  • Senadores como Randolfe Rodrigues destacam o caráter de justiça tributária da MP.

Comparações com outros ativos e ajustes no mercado

Além das criptomoedas, a MP 1.303/2025 propõe mudanças em outros segmentos financeiros. Títulos antes isentos, como LCI, LCA, CRI, CRA e fundos imobiliários, passam a ser tributados em 5%.

Isso levou o Tesouro Nacional a revisar sua estratégia de emissão de papéis, diante da concorrência com ativos incentivados.

Ampliação da fiscalização e alcance da Receita Federal

A nova regra também inclui ativos mantidos em autocustódia e aplicações no exterior. Sendo assim, a Receita Federal terá maior alcance sobre operações realizadas fora das exchanges brasileiras. Em consequência, investidores que utilizam carteiras privadas ou plataformas internacionais também estarão sujeitos à nova tributação.

Por fim, convém que os investidores acompanhem os desdobramentos da MP no Congresso, pois o texto ainda será analisado por ambas as casas legislativas. Em resumo, a proposta representa uma mudança estrutural na forma como o Brasil tributa ativos digitais, com efeitos diretos sobre o comportamento do mercado e a estratégia fiscal do governo.

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