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Nova regulamentação coloca sobrevivência das exchanges em risco

Nova regulamentação do Banco Central para criptoativos exige tecnologia, monitoramento em tempo real e adequação das corretoras ao novo cenário regulatório.

Nova regulamentação do Banco Central para criptoativos impacta corretoras no Brasil

A seguir:

  1. A nova regulamentação do Banco Central para criptoativos exige monitoramento em tempo real e integração tecnológica.
  2. Corretoras precisam automatizar PLD, reportes ao Coaf e enriquecimento de dados.
  3. Quem não se adequar à nova regulamentação do Banco Central para criptoativos pode perder o direito de operar.

A nova regulamentação do Banco Central para criptoativos, que entra em vigor a partir de fevereiro de 2026, mudou de forma significativa o cenário das empresas que atuam com ativos digitais no Brasil.

A medida acelerou um processo de adequação que já vinha sendo discutido, mas que agora exige respostas rápidas, estruturadas e tecnológicas das corretoras.

Além disso, o foco do regulador não se limita ao aspecto jurídico. Pelo contrário, a nova regulamentação coloca a tecnologia no centro da estratégia de conformidade, especialmente quando o assunto envolve monitoramento transacional, prevenção à lavagem de dinheiro e rastreabilidade das operações.

Nova regulamentação do Banco Central para criptoativos e o desafio do monitoramento em tempo real

Com as novas regras, as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs) precisam monitorar transações em tempo real, identificar a origem dos recursos e agir rapidamente diante de operações suspeitas. No entanto, as corretoras não podem comprometer a agilidade que caracteriza o mercado cripto.

Segundo Victor Tanure, gerente de novos negócios da Data Rudder, a nova regulamentação impõe um desafio técnico relevante: integrar sistemas de monitoramento modernos às aplicações de legado já existentes.

Essa integração precisa ocorrer sem gerar atritos na experiência do usuário ou atrasos nas operações.

As empresas precisam conectar operações financeiras, muitas vezes ligadas ao câmbio para cripto, a ferramentas robustas de monitoramento transacional focadas em PLD. Para isso, as corretoras devem definir regras claras, gatilhos automáticos e processos objetivos de avaliação junto ao cliente final.

Adequação tecnológica exigida pela nova regulamentação do Banco Central para criptoativos

A exigência regulatória não permite soluções improvisadas. A nova regulamentação demanda controles minuciosos, implementados de forma rápida e com alto grau de automação. Nesse contexto, soluções tecnológicas especializadas ganham protagonismo.

A Data Rudder, por exemplo, oferece APIs REST de implementação ágil, responsáveis pelo processamento automático e pela classificação de risco das operações.

A tecnologia permite identificar transações suspeitas sem comprometer o tempo de resposta do sistema.

Além disso, a solução gera automaticamente os arquivos obrigatórios para envio de informações ao Coaf, por meio do Siscoaf, atendendo aos layouts exigidos pelos órgãos fiscalizadores. Esse tipo de automação reduz falhas operacionais e aumenta a confiabilidade dos reportes.

Enriquecimento de dados e prevenção a riscos regulatórios

Outro ponto central da nova regulamentação do Banco Central para criptoativos envolve o enriquecimento de dados.

As corretoras precisam identificar Pessoas Politicamente Expostas (PEPs), consultar listas restritivas nacionais e internacionais e verificar informações na Receita Federal de forma integrada.

Esse processo ocorre de maneira nativa nas soluções especializadas, mantendo a agilidade operacional. Todo o processamento acontece de forma automática, enquanto os alertas que exigem comunicação ao fiscalizador já saem estruturados conforme o padrão obrigatório.

Assim, as empresas conseguem cumprir as exigências regulatórias sem aumentar custos operacionais ou sobrecarregar equipes internas.

Velocidade, performance e a Resolução nº 6

A nova dinâmica regulatória também trouxe métricas rígidas de performance. Sistemas de antifraude precisam processar informações em até 250 milissegundos, evitando impactos negativos na jornada do usuário.

Nesse cenário, a Data Rudder utiliza modelos de machine learning personalizados e transparentes, conhecidos como glass-box, que garantem rastreabilidade total das decisões.

Essa abordagem atende às exigências da Resolução nº 6, que equipara determinadas operações com criptoativos às operações de câmbio.

Atualmente, a empresa já monitora mais de 10% do volume do PIX no Brasil no contexto de prevenção à fraude e à lavagem de dinheiro, o que reforça a maturidade da tecnologia aplicada ao setor.

Consequências para quem não se adequar à nova regulamentação do Banco Central para criptoativos

Os riscos para as corretoras que ignorarem a nova regulamentação do Banco Central para criptoativos vão muito além de multas administrativas.

A ausência de sistemas eficientes de prevenção pode gerar prejuízos financeiros diretos, além de danos reputacionais difíceis de reverter.

Em situações mais graves, a falta de conformidade pode resultar na impossibilidade de operar no mercado regulado, comprometendo a continuidade do negócio.

Por isso, a adequação tecnológica deixou de ser um diferencial e passou a representar uma condição básica de sobrevivência no setor cripto brasileiro.

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