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BC exige prova de reservas das corretoras cripto

Banco Central impõe prova de reservas e relatórios diários às corretoras cripto no Brasil para ampliar o controle sobre custódia e saldos.

BC exige prova de reservas das corretoras cripto

A seguir:

  1. Banco Central exige prova de reservas mensal das corretoras de criptomoedas no Brasil.
  2. Regulador determina envio diário de dados de custódia e saldos de clientes.
  3. Novas regras ampliam fiscalização e reforçam controle sobre o mercado cripto.

O Banco Central do Brasil intensificou a fiscalização sobre o mercado de ativos digitais e estabeleceu novas obrigações para corretoras cripto no Brasil.

Com a publicação das Instruções Normativas 712/2026 e 713/2026, a autarquia amplia o controle sobre custódia, reservas e operações financeiras dessas empresas.

Além disso, as novas regras reforçam a exigência de transparência operacional e criam um fluxo contínuo de envio de informações ao órgão regulador.

Dessa forma, o Banco Central passa a acompanhar, de maneira mais próxima, a movimentação de ativos virtuais no país.

Instrução Normativa 712/2026 amplia controle sobre corretoras de criptomoedas no Brasil

A Instrução Normativa 712/2026 determina que as corretoras de criptomoedas no Brasil registrem seus serviços em sistema federal vinculado ao Banco Central.

A norma inclui plataformas que oferecem custódia, negociação e modalidades de renda passiva com criptoativos.

Com isso, as empresas precisam informar detalhadamente suas atividades, incluindo a data de início das operações no setor de ativos virtuais.

Além do cadastro formal, a regra exige que a corretora identifique a empresa de auditoria responsável pelo certificado técnico de segurança.

Outro ponto relevante envolve o staking. A norma obriga o registro prévio da oferta desse serviço e impõe comunicação ao regulador com antecedência mínima de noventa dias.

Essa exigência reforça o monitoramento sobre operações que envolvem travamento de ativos digitais e geração de rendimento.

Instrução Normativa 713/2026 exige prova de reservas das corretoras de criptomoedas no Brasil

Enquanto a norma 712 trata do cadastro e da formalização das atividades, a Instrução Normativa 713/2026 foca diretamente na supervisão financeira das corretoras de criptomoedas no Brasil.

O texto estabelece prazos e formatos obrigatórios para o envio de relatórios periódicos ao Banco Central.

Primeiramente, a regra impõe o envio mensal de prova de reservas. As empresas devem consolidar os dados no último dia de cada mês e encaminhar o documento em até cinco dias úteis.

Na prática, o Banco Central passa a exigir comprovação concreta da existência dos ativos declarados pelas plataformas.

Além disso, a norma determina a elaboração de relatório diário de custódia. As corretoras precisam apurar, todos os dias às 23h59, o total de ativos próprios e de terceiros sob guarda. Em seguida, devem enviar essas informações ao regulador em até três dias úteis.

Banco Central amplia visão sobre custódia e reservas das corretoras de criptomoedas no Brasil

Com a implementação das novas normas, o Banco Central passa a ter visão contínua sobre a saúde financeira das corretoras de criptomoedas no Brasil.

O órgão consegue acompanhar saldos contábeis, valores destinados ao staking e montantes agregados por cliente.

Consequentemente, o regulador fortalece a prevenção contra riscos sistêmicos e reduz a possibilidade de insolvência não detectada.

Ao exigir dados diários e provas de reservas mensais, a autarquia cria um sistema de monitoramento mais rígido e estruturado.

Além disso, as exigências começam já na fase de pedido de autorização para funcionamento.

Ou seja, empresas que pretendem atuar no setor precisam cumprir as obrigações desde o início do processo regulatório.

Impacto das novas regras para o mercado de criptomoedas no Brasil

As novas regras para corretoras de criptomoedas no Brasil elevam o nível de responsabilidade das plataformas.

Por um lado, as empresas enfrentam aumento de obrigações operacionais e necessidade de estrutura contábil mais robusta. Por outro lado, o mercado pode ganhar em credibilidade institucional.

Especialistas avaliam que a exigência de prova de reservas tende a aumentar a confiança dos usuários, especialmente após episódios internacionais de quebra de plataformas.

A transparência sobre custódia e reservas se torna, portanto, um diferencial competitivo e regulatório.

Ao mesmo tempo, o Banco Central consolida sua posição como autoridade supervisora do setor de ativos digitais.

Com regras mais detalhadas e prazos definidos, o órgão estabelece um novo padrão de fiscalização para as corretoras de criptomoedas no Brasil.

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