A Ripio anunciou que vai encerrar o suporte ao Pix e fechar todas as negociações em aberto na plataforma brasileira no dia 29 de outubro. Clientes terão até 30 de novembro para transferir seus saldos à Ripio Wallet; quem não agir dentro do prazo terá os valores migrados automaticamente. Apesar das mudanças, o CEO Sebastian Serrano afirmou que a exchange segue “firme no Brasil”.
A seguir:
- O que muda para quem opera na Ripio Brasil a partir de 29 de outubro
- O prazo para resgatar saldo e o que acontece se o cliente não agir
- O que a liderança da empresa diz sobre o futuro da Ripio no país
A Ripio é uma das exchanges de origem argentina com presença consolidada na América Latina. O anúncio do encerramento das negociações e do Pix representa uma reconfiguração relevante de suas operações no Brasil, afetando diretamente quem usa a corretora para comprar e vender criptomoedas com reais.
A partir de 29 de outubro, não será mais possível realizar operações de compra, venda ou troca de ativos digitais dentro da plataforma brasileira da Ripio, nem movimentar recursos via Pix. Os clientes que ainda tiverem posições abertas precisarão encerrar suas negociações antes dessa data.
O que fazer com o saldo até 30 de novembro
Quem tiver saldo na Ripio Brasil terá até 30 de novembro para transferi-lo à Ripio Wallet, a carteira própria da empresa. O prazo é firme: após essa data, os valores serão transferidos de forma automática pela plataforma.
A orientação é que os clientes tomem a iniciativa antes do vencimento para ter controle total sobre o destino dos ativos. A migração automática vai ocorrer de qualquer forma, mas o cliente que agir antes evita depender do processo da empresa.
O movimento da Ripio ocorre em meio a uma sequência de exchanges que abandonam o Pix no Brasil, canal que havia se tornado o principal meio de entrada e saída de reais no mercado cripto nacional.
O contexto regulatório por trás da decisão
O prazo de 30 de outubro é a data-limite para que corretoras de criptomoedas já em funcionamento no Brasil solicitem autorização ao Banco Central. Exchanges que não atenderem ao requisito não poderão continuar operando de forma regular no país.
O ambiente regulatório mais exigente tem pressionado plataformas internacionais a reavaliar suas estruturas locais. Alguns optam por adequar a operação; outros reduzem serviços antes de definir o próximo passo. A Ripio parece seguir uma terceira via: reorganizar a oferta sem sair do mercado.
Ripio diz que permanece no Brasil
Sebastian Serrano, CEO da Ripio, foi categórico ao afirmar que o encerramento das negociações e do Pix não representa uma saída do Brasil. A empresa, segundo ele, segue comprometida com o mercado brasileiro e continuará operando no país.
A declaração abre espaço para que a Ripio anuncie, em algum momento, uma nova estrutura de serviços, possivelmente centrada na Ripio Wallet ou em produtos que não dependam da integração direta com o sistema de pagamentos brasileiro. Por ora, o que está confirmado é o encerramento das negociações na plataforma local e o prazo para os clientes resgatarem seus saldos.
Perguntas frequentes
Perco meu saldo se não transferir até 30 de novembro?
Não. Se o cliente não agir até 30 de novembro, a Ripio transferirá automaticamente os valores para a Ripio Wallet. A recomendação é fazer a transferência manualmente antes do prazo para ter controle total sobre o processo.
Ainda consigo sacar em reais via Pix após 29 de outubro?
Não. O suporte ao Pix será encerrado em 29 de outubro. Qualquer retirada em reais deve ser feita antes dessa data. Após o encerramento, a movimentação de saldo passará a ocorrer exclusivamente pela Ripio Wallet.
A Ripio está saindo definitivamente do Brasil?
A empresa diz que não. O CEO Sebastian Serrano afirmou que a Ripio segue “firme no Brasil” e continuará operando no país, mesmo após o encerramento das negociações e do Pix na plataforma local.


