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Assalto a executivo cripto expõe onda de ataques no Reino Unido 

Fundador do BCB Group é vítima de assalto na Inglaterra. Criminosos buscavam criptomoedas e ameaçaram a família com arma branca.

Executivo do setor cripto durante invasão residencial por criminosos em busca de criptomoedas

A seguir: 

  1. Executivo cripto assaltado em Maidenhead: Oliver von Landsberg-Sadie, ex-CEO do BCB Group, foi atacado por quatro homens que invadiram sua casa em busca de criptomoedas.
  2. Alerta ao mercado cripto: o executivo afirma que há uma campanha organizada mirando fundadores e CEOs com visibilidade pública no setor.
  3. Padrão preocupante: o ataque é o 25º do tipo na Inglaterra neste ano, seguindo casos como o sequestro do co-fundador da Ledger e a invasão à casa do presidente da Binance na França.

Oliver von Landsberg-Sadie, fundador e ex-CEO do BCB Group, sofreu um assalto violento em sua residência em Maidenhead, na Inglaterra, na noite do dia 2 de abril.

Quatro homens invadiram o imóvel por volta das 22h, amarraram o executivo e sua família e exigiram a entrega de criptomoedas sob ameaça de arma branca.

Apesar da brutalidade da abordagem, os criminosos saíram sem nenhum ativo digital, levaram apenas dinheiro em espécie, prata e joias.

Logo após o ocorrido, Landsberg-Sadie foi às redes sociais para alertar colegas do mercado.

“Está claro que há uma campanha organizada em andamento neste momento”, declarou, pedindo que fundadores, CEOs e qualquer pessoa com visibilidade pública no setor cripto redobrem a atenção com sua segurança pessoal.

O tom urgente do aviso reflete um cenário que vai muito além do caso isolado.

Assalto a executivo cripto: como o crime foi executado

Segundo a polícia local, os quatro suspeitos usavam luvas e cobriam o rosto durante a invasão.

Um deles aparentava ser menor de idade, enquanto os outros três tinham entre 20 e 30 anos.

A família foi mantida refém dentro da própria casa, amarrada e ameaçada, enquanto os criminosos vasculhavam o imóvel em busca de acesso às criptomoedas do executivo.

Landsberg-Sadie fundou o BCB Group em 2017 e comandou a empresa até 2023. Sediada em Londres, a companhia fornece infraestrutura financeira para o mercado cripto, um perfil de alto valor que, aparentemente, colocou o executivo na mira de criminosos bem informados.

O detalhe mais perturbador é justamente esse: os invasores sabiam o que estavam procurando e a quem estavam procurando.

Ao encerrar seu relato nas redes, o executivo deixou um recado direto:

“É meu dever divulgar essa mensagem o mais rápido possível. Não faço ideia de quem pode ser o próximo na lista. Fiquem seguros.”

Executivos cripto viram alvos frequentes de ataques físicos

O caso de Landsberg-Sadie não é isolado e está longe de ser o primeiro. Trata-se do 25º ataque desse tipo registrado na Inglaterra neste ano, um número que por si só revela a escala do problema.

O padrão se repete: criminosos identificam executivos com exposição pública no setor, mapeiam suas rotinas e partem para ações violentas em ambiente doméstico.

Entre os episódios mais recentes e impactantes, destacam-se o sequestro de David Balland, cofundador da Ledger, em 2025, e a invasão à casa de David Princay, presidente da Binance na França, em março deste ano.

Em todos os casos, a lógica é a mesma: acessar fortunas em criptomoedas por meio de coerção física, contornando completamente as barreiras tecnológicas que protegem os ativos digitais.

Diferentemente de investidores comuns, que podem optar por um perfil discreto, executivos do setor cripto precisam manter visibilidade pública como parte de suas funções.

Esse paradoxo, a exposição necessária versus o risco que ela cria, está no centro da preocupação expressa por Landsberg-Sadie.

Segurança no mercado cripto exige mais do que proteção digital

O episódio reacende um debate urgente sobre segurança física no ecossistema cripto.

Enquanto a indústria investe pesado em cibersegurança, criptografia e autenticação multifator, os ataques mais recentes demonstram que criminosos estão explorando a camada mais vulnerável do sistema: os humanos por trás dos ativos.

Especialistas em segurança pessoal recomendam que executivos do setor adotem medidas como variação de rotas e rotinas, uso de sistemas de monitoramento residencial avançados e treinamento de equipes familiares para situações de risco.

Além disso, a criação de carteiras de criptomoedas com valores menores, conhecidas como “contas isca”, pode ajudar a reduzir o incentivo dos criminosos em situações de coerção.

Por ora, nenhum dos quatro suspeitos do ataque a Landsberg-Sadie foi preso. As investigações continuam, mas o alerta já ecoou pelo mercado: a segurança no mundo cripto precisa, cada vez mais, ir além das telas.


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