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Binance pede licença ao Banco Central para ampliar serviços financeiros no Brasil

Binance solicita licença ao Banco Central para operar no Brasil e integrar criptomoedas, Pix e serviços financeiros em uma única plataforma.

Binance solicita licença ao Banco Central do Brasil para ampliar serviços de criptomoedas e pagamentos.

A seguir:

  1. A exchange protocolou o pedido de licença como SPSAV por meio da BBrasil, mas ainda aguarda a decisão do regulador.
  2. A estrutura brasileira inclui contas individualizadas e integração com o sistema de pagamentos instantâneos.
  3. Binance reforça controles de segurança: a empresa destaca a avaliação técnica de quase 900 itens, as provas de reservas e o fundo SAFU.

A Binance solicitou uma licença ao Banco Central por meio da BBrasil Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais Ltda., empresa que integra o grupo. O pedido contempla a atuação como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV), conforme as exigências regulatórias brasileiras.

Com essa iniciativa, a exchange pretende manter uma estrutura que reúna diferentes soluções financeiras em um único ambiente. Dessa forma, os clientes poderão acessar ativos digitais, negociar stablecoins, realizar pagamentos e utilizar outros serviços por meio de uma única conta.

Além disso, a companhia busca facilitar o acesso dos brasileiros a oportunidades financeiras internacionais. A proposta envolve operações disponíveis 24 horas por dia, com foco em custos competitivos, segurança e transparência.

O protocolo do pedido, entretanto, não significa que o Banco Central já concedeu a autorização. A empresa ainda precisa passar pela análise regulatória antes de obter a licença solicitada.

Binance adapta operações às regras do Banco Central

O pedido da Binance segue as Resoluções 519, 520 e 521 do Banco Central, que estabelecem requisitos para empresas que atuam com ativos virtuais no país.

Entre as exigências estão a separação dos recursos dos clientes e do patrimônio das empresas, a manutenção de contas individualizadas e a custódia dos ativos conforme as condições estabelecidas pelo regulador.

Segundo Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil, a solicitação representa um avanço importante para a continuidade das operações no mercado nacional.

O executivo também destacou que a companhia espera manter o diálogo com o Banco Central para, futuramente, voltar a oferecer produtos que precisou descontinuar em razão das regras brasileiras.

A Binance pretende conciliar o cumprimento das exigências regulatórias com a oferta de serviços financeiros mais diversificados. No entanto, a disponibilidade de novos produtos dependerá das autorizações e das normas aplicáveis.

Binance integra Pix e contas individualizadas à sua estrutura

A Binance também conta com a Binance Brasil Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S.A., anteriormente conhecida como Sim;paul, para estruturar parte de suas operações financeiras no país.

Inicialmente, essa empresa ficará responsável pelas contas de pagamento individualizadas e pela integração direta com o Pix. Assim, os usuários brasileiros terão acesso a movimentações em reais dentro da estrutura financeira do grupo.

Paralelamente, a corretora pretende incorporar serviços relacionados a ativos virtuais ao seu portfólio. Para isso, passou por uma avaliação técnica independente conduzida pela CertiK.

A análise contemplou quase 900 itens, incluindo infraestrutura tecnológica, governança, segurança da informação, proteção dos recursos dos clientes e mecanismos de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

A companhia encaminhou a certificação ao Banco Central em 1º de setembro de 2026. Conforme as informações divulgadas pela Binance, o documento continua sob análise da autoridade monetária.

Binance reforça segurança e aposta em compliance

A Binance também apresentou seus mecanismos de segurança e conformidade como parte da estratégia para ampliar a atuação no mercado brasileiro.

Desde 2022, a empresa publica mensalmente provas de reservas para demonstrar os ativos que mantém em sua plataforma. Além disso, administra o fundo de proteção SAFU, que, segundo a companhia, possui mais de US$ 1 bilhão.

O fundo busca oferecer uma camada adicional de proteção aos usuários diante de determinados incidentes de segurança, incluindo ataques cibernéticos.

Para Sarandy, a combinação entre regulação, transparência e controles internos pode contribuir para reduzir fraudes e proteger os consumidores.

A empresa também considera que uma estrutura regulatória previsível pode favorecer a inovação e estimular a participação de novos usuários no mercado de criptomoedas.

Binance considera Brasil estratégico para expansão

O Brasil ocupa uma posição importante nos planos da Binance. A companhia cita dados da Chainalysis sobre a adoção de criptomoedas para destacar a relevância do mercado nacional.

Globalmente, a Binance informa possuir mais de 330 milhões de usuários e ter movimentado US$ 34 trilhões em negociações durante 2025.

Com o pedido de licença, a empresa pretende consolidar sua presença no Brasil e integrar serviços de ativos digitais a soluções financeiras tradicionais.

Agora, o avanço dessa estratégia depende da avaliação do Banco Central e do cumprimento das exigências regulatórias. Enquanto isso, a Binance mantém o objetivo de ampliar sua oferta de serviços aos brasileiros dentro das condições permitidas pela legislação.

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