O OranjeBTC MarketVector Bitcoin Treasury Preferred Equity BRL Hedged Index ETF, negociado na B3 sob o ticker DIGY11, concluiu sua primeira distribuição de rendimentos, com mais de R$ 524 mil repassados aos cotistas em reais.
A seguir:
- O que é o DIGY11 e como ele gera renda mensal
- Quanto o fundo acumulou em patrimônio desde o lançamento
- Qual a estimativa de rendimento projetada pela OranjeBTC
O DIGY11, lançado em setembro pela OranjeBTC (B3: OBTC3), a Companhia Bitcoin do Brasil, completou sua primeira distribuição de rendimentos aos cotistas. O valor total superou R$ 524 mil, pagos diretamente em reais. O produto é o primeiro ETF de ações preferenciais de empresas com reservas em Bitcoin listado na bolsa brasileira.
O Itaú BBA atua como estruturador e distribuidor do produto, conforme reportagem do Valor Econômico publicada no lançamento. O arranjo combina exposição indireta ao Bitcoin com uma proposta de renda recorrente em moeda local, um modelo até então inédito na B3 nesse formato.
O que é o DIGY11 e como ele funciona para gerar renda mensal?
O DIGY11 rastreia um índice composto por ações preferenciais de empresas que acumulam Bitcoin em seus balanços, as chamadas Bitcoin Treasuries. O ETF tem proteção cambial (hedge em BRL), o que significa que o cotista recebe os rendimentos em reais, sem exposição direta à variação do dólar.
A proposta central é distribuir renda mensalmente, funcionando de forma parecida com fundos de dividendos. A OranjeBTC estima que o DIGY11 distribua o equivalente ao CDI acrescido de 3% a 5% ao ano nas condições atuais de mercado, sem considerar a valorização das cotas. O percentual exato pode variar conforme os proventos das empresas que compõem o índice.
Quanto o fundo captou e qual é seu patrimônio hoje?
Em menos de uma semana após o lançamento, o DIGY11 já havia ultrapassado R$ 36 milhões em patrimônio. O crescimento rápido reflete o apetite do investidor brasileiro por produtos que unem exposição ao Bitcoin com geração de caixa previsível.
O produto chega em um momento em que o Banco Central autorizou bancos a oferecer Bitcoin aos clientes, ampliando o acesso institucional ao ativo. A presença do Itaú BBA como distribuidor reforça a capilaridade do produto dentro da rede bancária tradicional.
Por que o DIGY11 aposta em ações preferenciais de empresas com Bitcoin no balanço?
As ações preferenciais de empresas com reservas em Bitcoin costumam pagar proventos fixos ou com prioridade na distribuição, o que as torna adequadas para uma estratégia de renda. Ao empacotá-las em um ETF com hedge cambial, a OranjeBTC reduz a volatilidade típica do ativo digital para o cotista final.
O modelo ganha relevância num ambiente em que a regulamentação do Banco Central pressiona o setor cripto a operar dentro de estruturas formais. Um ETF listado na B3, com grande banco como distribuidor e registro na CVM, enquadra-se nessa nova exigência de conformidade sem abrir mão da tese de exposição ao Bitcoin.
Perguntas frequentes
Quem pode investir no DIGY11?
O DIGY11 é negociado na B3 como qualquer ETF, sendo acessível a investidores pessoa física e jurídica com conta em corretora habilitada. O Itaú BBA atua como distribuidor do produto.
Os rendimentos do DIGY11 são garantidos?
Não. A estimativa de CDI mais 3% a 5% ao ano é uma projeção da OranjeBTC baseada nas condições atuais de mercado, não uma garantia contratual. Os valores distribuídos mensalmente dependem dos proventos pagos pelas empresas que compõem o índice.
O DIGY11 tem exposição direta ao preço do Bitcoin?
Não diretamente. O ETF investe em ações preferenciais de empresas que mantêm Bitcoin em seus balanços, e conta com proteção cambial em reais. A variação do preço do Bitcoin pode afetar o valor das cotas indiretamente, via desempenho das empresas do índice.


