Durante a Operação Kraken, a polícia apreendeu mais de R$ 50 milhões em criptomoedas ligadas a um sindicato internacional do crime.
A ação foi executada pela Polícia Federal da Austrália e resultou na prisão de Jay Je Yoon Jung. Ele é acusado de operar uma rede criminosa através do aplicativo criptografado Ghost.
Jung, de 32 anos residente em Narwee, enfrenta cinco acusações, incluindo a de auxiliar uma organização criminosa, com possibilidade de até 26 anos de prisão.
Polícia encontrou frases-semente das carteiras

O avanço do caso ocorreu quando um analista da Criminal Assets Confiscation Taskforce (Força-Tarefa de Confisco de Bens Criminais), liderada pela AFP, conseguiu acessar frases-semente das carteiras de criptomoedas encontradas nos dispositivos de Jung.
De acordo com o comunicado, os fundos apreendidos, retidos sob o Commonwealth Proceeds of Crime Act 2002 (Lei de Produtos do Crime), serão utilizados para apoiar iniciativas de combate ao crime.
A CACT, liderada pela AFP, conseguiu reter um total de US$ 9,3 milhões em criptomoedas como parte da investigação sobre o suposto mentor por trás de Ghost, a plataforma de comunicação criptografada.
Operação Kraken já apreendeu mais de US$ 11 milhões em ativos
Essa foi a segunda grande operação contra Jung e seus associados. Em agosto, a polícia já havia apreendido US$ 1,4 milhão em criptomoedas.
Até agora, a Operação Kraken resultou em 46 prisões, 93 mandados de busca e apreensão de armas ilegais e dinheiro. Além disso, mais de 200 quilos de drogas foram impedidos de entrar na Austrália.
Diante da situação, o comandante interino da AFP, Scott Raven, afirmou que os grupos criminosos que tentam ocultar os lucros de suas atividades ilícitas serão rastreados pela polícia.
“Quer tenham tentado escondê-los em imóveis, criptomoedas ou dinheiro, identificaremos seus bens ilícitos e os confiscaremos, deixando-os sem nada”, declarou Raven.
Desde o início da Operação Kraken, foram apreendidos 30 armas ilegais, US$ 2,37 milhões em dinheiro e US$ 11,09 milhões em ativos. No entanto, as investigações continuam.
Os fundos confiscados são alocados em um fundo especial que beneficia a comunidade por meio de programas de prevenção ao crime e outras iniciativas de segurança.
Mais de 2 bilhões em criptomoedas perdidos em 2024
A ameaça do cibercrime continua sendo uma prioridade. Em 2024, os ataques no setor de criptomoedas já resultaram em perdas estimadas de US$ 2,1 bilhões.
Esse cenário reforça a importância de vigilância no combate ao crime digital e a necessidade de medidas de segurança mais robustas no mercado de criptomoedas.
Com essas ações, a polícia australiana continua a reforçar sua capacidade técnica e legislativa no combate ao crime organizado e cibernético.


