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Stablecoins ganham força no Brasil como alternativa ao câmbio tradicional e proteção patrimonial

Descubra por que as stablecoins estão transformando as operações financeiras no Brasil e atraindo grandes empresas como Nubank e Conduit.

Reserva de Bitcoin no Brasil. Imagem: IA

Em um cenário marcado por mudanças nas regras de câmbio e pela busca por soluções mais ágeis e econômicas, as stablecoins (criptomoedas atreladas a ativos estáveis como o dólar), vêm se consolidando como ferramentas estratégicas tanto para grandes empresas quanto para o investidor pessoa física no Brasil.

A recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de manter a maior parte do decreto que altera o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), reforça um antigo desafio enfrentado por empresas brasileiras: a previsibilidade orçamentária em transações internacionais.

Para negócios que operam globalmente, os impactos da burocracia, lentidão e custos elevados do sistema tradicional de câmbio são cada vez mais difíceis de absorver.

É justamente nesse contexto que soluções baseadas em stablecoins ganham tração.

Moedas como o USDC permitem liquidações em minutos, com tarifas mais baixas e rastreabilidade on-chain.

“Ao eliminar intermediários e usar stablecoins como tecnologia de conexão, entregamos velocidade e economia real. Em um caso recente, um cliente gerou mais de US$1 milhão em nova receita líquida”, explica Sofia Düesberg, general manager da Conduit no Brasil.

A Conduit já movimentou mais de US$ 10 bilhões apenas em 2024 e prevê expansão ainda mais agressiva em 2025. Com uma média de US$ 300 mil por operação, a empresa conecta sistemas como Pix, Fedwire e SEPA, facilitando a integração entre instituições financeiras tradicionais e plataformas de remessas internacionais.

1 em cada 4 novos investidores escolhe USDC

Para além do universo corporativo, o uso de stablecoins também cresce entre os brasileiros que buscam alternativas de proteção patrimonial frente às oscilações do real.

Dados da plataforma Nubank Cripto revelam que o USDC se tornou o segundo ativo mais escolhido por clientes em suas primeiras compras de criptomoedas. Assim, representando 25% dessas aquisições nos últimos 12 meses.

Segundo a empresa, o movimento indica uma mudança no perfil do investidor iniciante, que prioriza segurança e estabilidade.

“As stablecoins são uma porta de entrada estratégica para o universo cripto, especialmente para quem busca uma forma simples e de baixo custo para dolarizar seu patrimônio”, comenta Thomaz Fortes, diretor executivo da área de cripto e ativos digitais do Nubank.

No Nubank, os clientes também podem transferir os ativos para carteiras externas e manter total controle de suas chaves privadas. Isso reforça a ideia de autonomia financeira, um dos pilares da revolução cripto.

Além disso, a instituição reduziu em 66% a taxa média de corretagem em 12 meses, passando de 0,9% para 0,3%. Com tarifas ainda menores para usuários mais ativos.

Para os especialistas, o crescimento da adoção de stablecoins no Brasil é reflexo da combinação entre alta carga tributária, necessidade de eficiência operacional e digitalização do sistema financeiro.

“As stablecoins não são uma tecnologia do futuro, são o próximo passo lógico para um caminho livre das surpresas do IOF e da complexidade do câmbio tradicional e SWIFT”, conclui Düesberg.

Com a ascensão de soluções e plataformas focadas em ativos digitais, o Brasil se posiciona como um terreno fértil para o desenvolvimento de novas infraestruturas de pagamentos e investimentos digitais. Ferramentas cada vez mais rápidas, acessíveis e menos dependentes de sistemas bancários tradicionais.

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