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IOF afeta viagens ao exterior: o que muda e como economizar?

Mudança no IOF aumenta custo de viagens internacionais. Veja como comprar moeda, usar cartões e enviar dinheiro com menos impostos.

IOF afeta viagens ao exterior: o que muda e como economizar?

Nova alíquota eleva custos com câmbio, cartões e remessas — veja o que muda e como se proteger

Se você está com viagem internacional marcada ou pensando em fazer as malas em breve, é hora de redobrar o planejamento financeiro.

Isso porque o Governo Federal alterou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), tornando mais caras transações como compra de moeda estrangeira e uso de cartões internacionais.

A medida, anunciada no dia 22 de maio, entrou em vigor imediatamente, sem tempo para adaptação dos turistas.

De acordo com o planejador financeiro e especialista em investimentos Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP®, o aumento do IOF atingiu em cheio as modalidades mais utilizadas pelos viajantes, como a compra de moeda estrangeira e o envio de recursos para contas no exterior.

“Essas duas operações foram as mais impactadas, já que o custo tributário mais do que dobrou. O uso de cartões brasileiros no exterior também ficou mais oneroso, embora o aumento pareça pequeno numericamente, passando de 3,38% para 3,5%. Esse acréscimo pode parecer sutil, mas afeta significativamente quem faz uso frequente ou movimenta grandes volumes”, explica.

O que mudou com o novo IOF?

  • Cartão internacional: alíquota subiu de 3,38% para 3,5%
  • Compra de moeda em espécie: sofreu forte elevação
  • Remessas para o exterior: também ficaram significativamente mais caras

Embora pareça um ajuste pequeno, esse aumento impacta diretamente o orçamento da viagem, principalmente para quem movimenta grandes valores ou viaja com frequência.

O que fazer agora? Dicas práticas para driblar o IOF

  1. Use cartão de débito internacional com consciência: mesmo com IOF mais alto, ele continua sendo prático e seguro — ideal para destinos digitais e onde circular com dinheiro pode ser arriscado.
  2. Tenha uma conta global em dólar ou euro: plataformas como Nomad, Wise, Inter Global e C6 Global oferecem melhor câmbio, menos taxas e IOF competitivo. Você pode acumular moeda forte mensalmente e usar quando quiser.
  3. Evite deixar tudo para a última hora: “sempre que for pensar em viagem internacional, faça uma reserva mensal em moeda forte, como dólar ou euro, para não passar por stress como o de hoje antes de uma viagem que se aproxima”, alerta Jeff. Com uma conta global, você aproveita boas cotações ao longo do tempo e viaja com mais tranquilidade.
  4. Compare plataformas e simule os custos: ferramentas como Wise, Remessa Online e DollarApp têm taxas melhores do que os bancos tradicionais, mas é preciso atenção ao spread cambial, tarifas operacionais e tempo de liquidação.

Viagens agora exigem mais do que passaporte: é preciso estratégia

A mudança no IOF acabou com a antiga vantagem da moeda em espécie, que antes tinha alíquota menor. Agora, todas as formas de pagamento estão mais caras — e exigem comparação criteriosa.

Segundo Jeff, o melhor caminho é analisar o custo total de cada operação:

  • IOF
  • Câmbio praticado
  • Taxas extras
  • Segurança da transação

 “Às vezes, uma operação com IOF maior oferece um câmbio melhor e resulta em custo final menor. Para viagens curtas ou destinos com boa estrutura digital, o cartão de débito internacional pode ser mais vantajoso pela praticidade.”, orienta.

O impacto no mercado e o alerta para viajantes

Além do peso no bolso dos turistas, o aumento inesperado do IOF também causou ruídos no mercado. A medida foi implementada sem aviso prévio e sem alinhamento com o Banco Central, o que gerou críticas por falta de coordenação na equipe econômica.

Essa falta de articulação entre o Ministério da Fazenda e o BC foi interpretada como um ‘bate-cabeça’ dentro da equipe econômica, aumentando a percepção de risco político e afetando diretamente a credibilidade da política econômica”, analisa Jeff.

Conclusão: mais planejamento, menos dor de cabeça

Com o IOF mais alto, cada real gasto no exterior exige cuidado redobrado. A recomendação dos especialistas é simples:

  • Planeje com antecedência
  • Faça reservas mensais em dólar ou euro
  • Utilize contas globais e cartões internacionais com sabedoria
  • Simule os custos totais antes de escolher a forma de pagamento

Abaixo confira a tabela de spread atual de praticamente todas as opções disponíveis no mercado elaborada por Jeff Patzlaff. Destaque para cooperativas que tem spread baixo e contas globais que possuem ótimo spread e você já trava a cotação agora, evitando surpresas na viagem.

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