O Cainvest Group lançou o SPSAV Monitor, plataforma que acompanha em tempo real os pedidos de autorização de empresas de criptoativos junto ao Banco Central do Brasil, a dois dias do prazo final para adequação ao novo marco regulatório do setor.
A seguir:
- Quem já protocolou o pedido e quem entrou na corrida de última hora
- Como funciona o SPSAV Monitor e o que ele revela sobre o andamento das autorizações
- O que acontece com as empresas que não cumprirem o prazo de 30 de outubro
O Cainvest SPSAV Monitor é um radar público que consolida informações sobre instituições que protocolaram pedido de autorização para operar como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (PSAV) junto ao Banco Central.
Em 29 de outubro de 2026, o monitor contabilizava 38 instituições com pedidos em aberto. Dessas, três estavam na agenda de decisão da autoridade monetária, duas se encontravam em análise pelo BC e outras duas aguardavam envio de documentos ou respostas dos requerentes.
Entre os nomes identificados pelo monitor estão Bradesco, Nu, Itaú e Inter, primeiros grandes bancos a formalizar o pedido. A Ripple também consta na lista, ao lado da emissora de stablecoins Avenia, da Bloquo e da Lumx, ambas de infraestrutura de pagamentos com stablecoins, da tokenizadora de ativos Liqi e da fintech Nonco.
Completam o levantamento Foxbit, Neo Ativos Virtuais, Grupo Braza, TRKBIT, Cademartori, B&T, Stark Bank, S3 CACEIS e, no dia 28 de outubro, a Coinbase, que protocolou seu pedido cumprindo o prazo estipulado pelo Banco Central.
O prazo para que empresas já em operação solicitem autorização encerra-se em 30 de outubro de 2026. Quem não protocolar o pedido até essa data perde o direito de continuar operando com ativos virtuais no Brasil sob o novo marco regulatório.
O que o monitor entrega e por que importa agora
O SPSAV Monitor centraliza informações que, sem a ferramenta, exigiriam consulta manual a múltiplos documentos e sistemas do Banco Central. A plataforma permite acompanhar em qual etapa cada pedido se encontra: se está na fila de decisão, em análise técnica ou aguardando complementação pelo requerente.
A Cainvest Group é uma empresa de infraestrutura financeira institucional com mais de 60 anos de experiência no grupo que a sustenta. No segmento de ativos digitais, atua como provedora de liquidez institucional para exchanges como Mercado Bitcoin, Foxbit, OKX e Bitso.
No mercado tradicional, presta serviços a Deutsche Bank, Société Générale, ICBC, Itaú, BTG Pactual e Bank of America, representando aproximadamente 50% das filiais e subsidiárias de bancos internacionais nas jurisdições em que opera.
A empresa também integra o consórcio responsável pela BRL1, ativo digital lastreado em reais e listado nas plataformas OKX e Kraken. Essa posição na interseção entre o sistema financeiro tradicional e o mercado de ativos digitais coloca a Cainvest em contato direto com as duas pontas do processo de licenciamento que o monitor agora mapeia.
A corrida pelo prazo e quem ainda está de fora
A concentração de pedidos nos dias que antecedem o prazo final revela um padrão que o monitor torna visível: parte relevante das empresas aguardou o limite para agir. A Coinbase, por exemplo, formalizou seu pedido apenas no dia 28 de outubro, véspera da publicação do levantamento da Cainvest.
O movimento dos grandes bancos chama atenção. Bradesco, Nu, Itaú e Inter protocolar o pedido de autorização como PSAV representa uma mudança de postura institucional.
Até recentemente, a maioria das instituições financeiras tradicionais observava o mercado de ativos virtuais sem formalizar sua participação regulatória. O avanço da Foxbit como infraestrutura cripto para bancos já sinalizava que o mercado institucional estava se reorganizando antes mesmo do prazo final.
Entre os pedidos em análise mais recentes, chama atenção a presença simultânea de empresas de naturezas distintas: de um lado, bancos de varejo com milhões de clientes; do outro, fintechs especializadas em stablecoins, tokenização e infraestrutura de pagamentos. O marco regulatório trata todas sob a mesma exigência de autorização.
O que muda para o setor a partir do dia 30
Com o encerramento do prazo em 30 de outubro de 2026, o Banco Central passa a ter uma fotografia completa de quem pediu autorização para operar.
As empresas que não protocolaram o pedido ficam impedidas de continuar prestando serviços com ativos virtuais no Brasil. O BC, por sua vez, ainda terá de concluir a análise dos 38 pedidos em aberto identificados pelo monitor, processo que deve se estender por meses.
Para o mercado, o SPSAV Monitor funciona como instrumento de transparência sobre um processo que, do contrário, seria opaco. Investidores, parceiros e clientes das empresas listadas podem acompanhar se o pedido de autorização de uma determinada instituição avançou, travou por falta de documentação ou está aguardando decisão da autoridade monetária.
O debate sobre os obstáculos ao desenvolvimento do setor regulado de criptoativos no Brasil, que inclui a posição do próprio BC, foi mapeado em análise que reuniu BCB, Pinheiro Neto e Cainvest sobre os desafios do polo cripto brasileiro. O prazo de 30 de outubro marca o encerramento de um ciclo e o início da fase de análise formal pelo regulador.
Perguntas frequentes
Uma empresa que não pediu autorização até 30 de outubro pode regularizar a situação depois?
O prazo estabelecido pelo Banco Central para empresas já em operação é 30 de outubro de 2026. Quem não protocolar o pedido até essa data perde o direito de operar com ativos virtuais no Brasil sob o novo marco regulatório. Novas empresas que queiram iniciar operações após essa data seguirão rito próprio de autorização.
Ter o pedido protocolado garante que a empresa pode continuar operando normalmente?
O protocolo do pedido é a condição para que a empresa permaneça em operação enquanto o Banco Central analisa o processo. A autorização definitiva depende da análise técnica do BC, que pode solicitar documentos adicionais ou negar o pedido. Enquanto a análise corre, a empresa pode operar.
Onde é possível acompanhar o andamento dos pedidos de autorização?
O Cainvest SPSAV Monitor é a plataforma que consolida o status dos pedidos protocolados junto ao Banco Central. O monitor indica em qual etapa cada processo se encontra: agenda de decisão, análise técnica ou aguardando documentação do requerente.


